O que os jovens desejam?

Experiências prazerosas e atendimento de qualidade são muito mais relevantes do que um simples bom preço?

Fotos: Fernando Zuanon

Por mais repetitivo que seja dizer que o mundo mudou, é impossível questionar que há cada vez mais evidências de que é um grande desafio atuar no mercado atual. Isso acontece porque o cliente, hoje, está completamente transformado.

Dentro desse cenário, falar em mudança é, necessariamente, falar em juventude. Esta, por sua vez, é sinônimo de mudança, propósito, velocidade e futuro. Evidenciamos esse comportamento na Consumidor Moderno – tanto em estudos quanto no comportamento das empresas. Mas, pela primeira vez, convidamos um grande número de jovens para responder o que, afinal, as empresas podem fazer para satisfazer o cliente que tem menos de 30 anos e dorme ao lado do celular.

“Partimos do princípio de que os jovens passam o tempo todo conectados. Isso faz com que as empresas precisem fugir dos clichês”, aponta Jacques Meir, diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão. O Ciclo de Encontros NOVAREJO reuniu jovens de aproximadamente 20 anos para compreender o comportamento e as necessidades desse público.

Atores de um novo cenário

Convidados pela empresa Ideation, esses rapazes e garotas são universitários engajados na causa do empreendedorismo. Todos eles têm uma ampla visão de futuro e, é claro, um propósito. Esse propósito, por sua vez, está conectado à capacidade de, por meio da inovação, mudar o mundo.

Exemplo disso é a atuação de Luiz Iervolino, estudante de medicina da Universidade de São Paulo (USP). Aos 19 anos, o rapaz está no terceiro ano do curso e participa da Empresa Junior, feita dentro da faculdade. Como ele explica, a iniciativa de empreendedorismo da qual faz parte tem como objetivo inovar no setor de saúde, buscando mais eficiência e, é claro, melhores condições para os clientes. “Não queremos que o paciente fique sete horas na fila. Queremos que ele permaneça no máximo uma hora e termine satisfeito”, explica.

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Aplicações de sonhos

“Os jovens são muito idealistas e, cada vez mais, carregam um propósito em suas vidas”, explica Danilo Roselli, fundador da Ideation. Assim, ele aponta que, cada vez mais, existe a busca por lugares onde esses valores possam ser colocados em prática. “É claro, porém, que também é necessário, em muitos casos, trabalhar em empresas grandes e já estruturadas”, aponta.

Nesse caso, uma vez que aplicar o propósito de vida se torna um desafio um tanto maior, Roselli defende que o jovem pode ser um agente de mudança dentro naquele negócio que já existe – sem necessariamente precisar criar a própria empresa.

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O outro lado

Diante de Izabel Eufrosino, gerente da central de relacionamento com o cliente da Walmart, e João Pedro, diretor geral do Groupon, os jovens deixaram claro quais são os valores mais importantes no relacionamento com as empresas.

William Cordeiro, estudante de Administração nascido no Maranhão, conta que, ao chegar em São Paulo, foi atendido de forma excepcional em uma loja da Starbucks. Na ocasião, descobriu, de fato, o que é ser bem atendido – e se tornou um cliente fiel.

Assim, fica claro que existe um consenso de que o que mais importa na relação de consumo, para os jovens presentes no evento, é a experiência. Esse é um valor no qual as empresas devem estar focadas – assim como, é claro, questões como responsabilidade social, consumo consciente e inovação.






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