6 Influências internacionais no varejo brasileiro

Fundador da Varese revela a interferência que as inovações da feira vêm produzindo no setor

Com mais de 700 palestrantes, 600 expositores, 33 mil participantes (dos quais 1.100 são brasileiros), a 105ª edição do BIG Show do varejo organizado pela National Retail Federation (NRF) trouxe novidades que estão ganhando cada vez mais importância no varejo nacional.

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?Os millenials são a primeira geração nascida no mundo digital, enquanto a geração X está incorporando o on-line na marra?, disse Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail Stragegy, durante o evento Trends NOVAREJO, na manhã desta quarta-feira (30).

Segundo o especialista com mais de 20 anos de experiência no varejo brasileiro, a loja física precisa ser repensada para se tornar mais eficiente e interativa através de ferramentas como o Big Data, que é ?a grande ambição estratégica das empresas hoje em dia?. Veja a seguir quais são as outras influências que a feira internacional vem exercendo no mercado doméstico, de acordo com Serrentino:

1. Millenials não estão apenas no e-commerce: No Brasil, a conexão com os millenials deveria ser uma prioridade na agenda das varejistas, já que os indivíduos deste grupo, que nasceram entre 1980 e 2000, representam 34% da população nacional. Um estudo feito pela Accenture nos Estados Unidos mostra que, apesar de 100% deles fazerem consultas on-line antes de comprar, 82% preferem visitar lojas físicas e 75% consideram a loja o ponto central de sua experiência.

2. Mundo digital elimina fronteiras: As operações de varejo tendem a acontecer com cada vez menos atrito em todos os pontos de contato com o cliente. Consumidores não veem canais, mas sim marcas: eles comparam e tomam decisões a partir do valor percebido e experiência da oferta disponível. Não existe fronteira entre canal digital e físico, pois o importante é saber como chegar à transação e criar vínculos. A forma como compramos é mais relevante do que a maneira com que os canais são gerenciados.

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3. Mobilidade está transformando comportamento em loja: As pessoas estão comprando cada vez mais em telas menores, o que é uma ótima notícia para o varejo ? a praticidade será o principal atributo buscado pelo consumidor. Ao invés de miniaturalizar ações projetadas para telas grandes, situações ideais, ou procurar acertar na primeira tentativa, portanto, o mais importante agora é colocar a ideia em prática e aprender com os erros provenientes dela.

4. Internet das Coisas (IoT) reinventa modelos de negócio: Mobilidade e conectividade não se encontram mais apenas em smartphones ? todas as coisas deverão ?conversar? entre si no futuro próximo. A conexão entre objetos pessoais estão reinventando os modelos de negócios e motivando grandes varejistas a adquirir startups inovadoras para herdar aplicativos. Longe de ser um tiro no escuro, a cultura digital é uma verdadeira jornada pela qual as organizações integradas terão de atravessar por meio de estrutura organizacional, governança de canais e gestão baseada em indicadores, reconhecimento e recompensa.

5. Pequenas inovações fazem grandes diferenças: O varejo está descobrindo que as pequenas e frequentes inovações digitais, e não as grandes, não precisam estar fora das empresas. O Magazine Luiza, por exemplo, é a única empresa do setor que investiu num laboratório neste sentido, enquanto grande parte continua terceirizando por meio de empresas de tecnologia. A colaboração permite fazer pequenas inovações que podem levar a melhores processos, além de propagar a cultura digital no modelo de negócio.

6. Sem propósito não há engajamento: A razão de ser da empresa depende de uma cultura muito forte, que por sua vez se perpetua somente quando a liderança é exemplar. Esta dinâmica engaja as pessoas, consequentemente engajando clientes, e cria um ciclo virtuoso contínuo capaz de promover o desenvolvimento sustentável.

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