Qual é o varejo que queremos (e podemos) criar?

Trends NOVAREJO debate quais aspectos envolvem a transformação do setor no Brasil

A incerteza imposta pela crise brasileira, que se desenrola tanto no âmbito político quanto econômico, com certeza vem adiando planos e investimentos que seriam cruciais para o País. Por outro lado, a identificação de falhas também expõe fatores que, se observados, tem o potencial de alavancar a soberania popular.

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?Não tenho dúvidas de que o processo que estamos vivendo faz parte de uma democracia que precisa amadurecer, e isso é positivo. Os anos de bonança nos deixaram extremamente complacentes, pensando em se acostumar a vender e não a ser competitivo?, afirmou Jacques Meir, diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão no debate que encerrou o evento Trends NOVAREJO, na manhã desta quarta-feira (30).

Veja a seguir as características do varejo que queremos e podemos criar daqui para frente.

Confiança para errar diferente
De acordo com Meir, com o aumento de renda, as reformas negligenciadas e o consequente desarranjo econômico, caímos no conto do vigário. ?Há duas tendências em choque: a incerteza econômica e a comportamental. Contudo, não é possível frear a conexão das pessoas com o mundo, e o movimento cultural impõe mudanças para quais não temos recursos ainda. Arbitrar prioridades é o papel do poder?, defendeu ele. ?O momento é de errar diferente.?

Rompimento de paradigmas
Líderes tradicionais continuam refém de modelos que funcionaram no passado, mas a revolução que vivemos marca o momento propício para o rompimento de paradigmas, sugere German Quiroga, especialista em e-commerce e marketplace e ex-CEO da Nova Pontocom. ?Em meio à turbulência em que vivemos há uma série de oportunidades poderosas e vantagens competitivas à disposição, incluindo mão de obra capacitada disponível e aberta a novos modelos de negócio?, destacou o executivo. Segundo Quiroga, não se pode esquecer também das mídias alternativas à televisão e outros meios tradicionais. ?Precisamos voltar para os valores básicos, pois este ajuste que está ocorrendo é positivo. Não se trata de uma visão inocente, mas sim do reconhecimento de um exercício que está apenas começando, já que muitos modelos deveriam ter deixado de existir há tempos.?

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Intransigência com eficiência
A obstinação deve estar presente desde que em simbiose com a produtividade ? e este componente precisa ser incorporado à cultura da empresa. Para Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail Stragegy, a intransigência com eficiência só é forjada pelo exemplo e a liderança. ?Isso jamais foi de fato uma pauta prioritária das empresas, cujo foco é sempre crescer, principalmente em momentos de crise. Mas este componente é crítico para a sobrevivência do negócio?, destaca o especialista. ?O Brasil tem cultura de empreendedorismo, criatividade e sustentabilidade, porém não de processos, controle e gestão. O modelo de gestão de boa parte das empresas nacionais não preza a disciplina. E para ter produtividade você precisa de disciplina. Se os colaboradores tiverem isso como prioridade fundamental, isso gera uma cultura sistêmica?, conclui Serrentino.

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