Pessimismo atinge CEOs brasileiros

Líderes de vários segmentos da economia estão mais cautelosos, mostra pesquisa

Os diretores executivos, decisores que estão no topo da hierarquia operacional das grandes empresas dos Brasil, estão preocupados com a situação econômica que o país se encontra, revela uma pesquisa divulgada pelo Fórum Allied Minds em São Paulo.

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Ao todo, 175 CEO?s foram ouvidos no levantamento, que contou com a participação de CEO?s gerais, líderes de Marketing e Recursos Humanos, investigou áreas como Finanças, Tecnologia, Varejo, Agronegócio, Saúde e outras, e mostrou como pensam os decisores das grandes empresas do país.

O índice geral do cenário mostra uma pontuação de 47 pontos, considerando 0 como o máximo de pessimismo e 100 como o máximo de otimismo. O resultado é preocupante: ?Os CEO?s veem o cenário como crítico, este índice ainda fica quase na média por que muitas das empresas entrevistadas veem esperança em exportações ou recursos vindos de outros países?, avaliou em nota Otávio Freire, professor da USP e um dos idealizadores do Fórum Allied Minds. Os dados analisados mostram ainda que o setor de RH está mais preocupado e cauteloso que os demais, enquanto os CEO?s em geral tendem a achar que o país vive uma crise, mas que vai passar.?É como eu comer bastante agora e achar que vou emagrecer no futuro?, garantiu Freire.

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Líderes dos setores de financeiro, bebidas e fumos consideram a inflação uma das principais vilãs para os negócios. 67% dos CEO?s de diversos segmentos da economia de todo o país veem a crise na presidência como fator determinante e um dos causadores da crise na economia, enquanto 59% atribuem a responsabilidade também ao congresso nacional. Entre os escândalos políticos, o que mais chama a atenção desses líderes é a corrupção.

Quando perguntados sobre a expectativa de crescimento das empresas, 17% dos líderes acreditam em perdas em torno de 10% em relação ao ano passado. Diante do cenário, o foco do CEO segundo a pesquisa passa a ser principalmente em ações de vendas, que tem 27% de intenção de investimento, seguidos por Novos Produtos e Serviços com 18% e o 15% dos investimentos estarão em ações de Marketing como uma das principais saídas.

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