5 Táticas para transformar dados em resultados

Especialista indica táticas para CEOs alcançarem números excepcionais com o uso de tecnologias modernas

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Adquirir novas tecnologias pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso nos negócios. Contudo, é preciso admitir também que existe uma lacuna enorme entre a finalidade, a aplicação e o resultado. Leia também:4 Razões para melhorar seus meios de pagamento  ?Há uma destruição contínua de valor de investimentos em tecnologia justamente porque a empresa investe sem realmente no que e principalmente pra quê?, disse Daniel Domeneghetti, CEO da DOM Strategy Partners, no último dia da 18ª edição da Feira e Congresso Internacionais de Automação para o Comércio 2016 (Autocom), organizada pela Associação Brasileira de Automação para o Comércio (AFRAC). De acordo com o especialista, a forma mais clara de perceber é no tratamento conferido aos dados. ?Historicamente, o quanto as empresas investiram em BI, CRM e analytics versus o que de fato acontece posteriormente, há um gap entre intenção, investimento e resultado. Essas tecnologias são relevantes, mas não da forma como vem sendo encaradas hoje: elas mudam o modelo de negócio da empresa, não mudam a forma com que a empresa faz o que ela faz hoje?.E você, pretende investir em Big Data, Cloud, CRM e ERP? Veja as estratégias que Domeneghetti propõe para transformar essa ?sopa de letrinhas? em resultados: 1) Adote uma nova postura junto com as novas tecnologias: Investir em modelos tecnológicos mais modernos partindo do pressuposto que a sua empresa vai permanecer fazendo o que faz como ela faz hoje é um erro estratégico. Essas tecnologias todas mudam a maneira com que a empresa opera e a forma como ela se organiza. Não tem sentido adotar essas tecnologias mantendo um modelo antigo de negócio, porque se tratam tecnologias disruptivas do modelo vigente. Leia também:5 Mandamentos tecnológicos para o bom varejo 2) Mantenha um relacionamento mais próximo com o CIO: Essas tecnologias não vieram para sustentar o modelo vigente. O CIO deveria entrar com essas tecnologias junto com o CEO para redefinir o modelo de negócio e o ?chassi? operacional da empresa. Mas como o CEO e os outros pares não participam dessa discussão, uma vez que se trata de um assunto longe do dia a dia, ele é visto como tópico de back office, portanto não há ninguém que fique eventualmente responsável por deliberar sobre isso. Em resumo, o processo de implantação acaba se revelando um amontoado de projetos que não terminam nunca. 3) Conclua a implementação o quanto antes: Numa empresa estruturada com um legado, seja de 40, 60 ou 100 anos, existe uma competição clara por sustentação operacional. Afinal de contas, não dá para descartar o sistema vigente assim que o novo é lançado: a empresa precisa ?funcionar com o que tem?. Desta forma, boa parte das empresas acabam postergando a mudança completa, e as equipes se veem obrigadas a conviver com multisistemas, elevando a complexidade da operação. Essa competição do velho, do atual e do novo, ou seja, do legado, das plataformas e do que vem por aí é o que gera a sobreposição de modelos, tornando o gerenciamento absolutamente impossível por conta do volume de complexidade. . 4) Avalie corretamente os resultados do investimento tecnológico: Pra saber se a tecnologia está dando resultado,é preciso ir além do ROI e observá-la sob quatro parâmetros como o impacto real sobre o desempenho e os resultados, o efeito no ambiente de eficiência no sentido da proteção de valor, o incremento na credibilidade da companhia e principalmente a influência em sua imagem. 5) O mundo é multicanal, e quem define isso é o consumidor, não a empresa: Então é preciso entender que tudo o que é feito neste ambiente produz dados, e eles têm valor, desde que sejam passíveis de serem localizados e usados com finalidades claras. Com o avanço do design thinking e o advento das impressoras 3D, o cliente produz cada vez mais a solução que ele espera junto com a empresa e está entendendo que nem tudo precisa ficar dentro da dela. Estamos entrando numa era onde é melhorar usar tecnologias muito mais do que possuí-las. No final do dia, qualquer tecnologia serve para transformar a empresa numa empresa melhor para o cliente final. Leia também:Empresas familiares devem investir mais 






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