Dubai tem o DNA do consumidor moderno

10ª edição do World Retail Congress começa com reflexão do significado do Emirado para o varejo global

Dubai – Emirados Árabes – “O consumidor é o grande responsável pela mudança no varejo. A tecnologia direciona, mas sem o consumidor para adotá-la, nada aconteceria”. Foi com essa introdução que Ian McGarrigle, Chairman do WRC, deu as boas-vindas aos congressistas da 10ª edição do World Retail Congress, no Madinat Jumeirah, em Dubai. Uma série de rápidos pronunciamentos situou a relevância de Dubai no varejo global. Majid Sahir Al Ghurair, Chairman da Câmera de Comércio e Indústria de Dubai ressaltou as dramáticas transformações globais nos âmbitos social, econômico e político que trazem um novo patamar de exigência para tomada de decisões.

Conectividade, mobilidade, cidades inteligentes, governos inteligentes e energias alternativas são parte de qualquer plano de negócios de empresas e governos sintonizados com a realidade. Majid Saif Al Ghurair ainda lembrou que “Dubai é uma espécie de polo catalisador da Europa, África e Ásia”. Por isso, a cidade conquistou tamanha relevância. A estrutura econômica do emirado, baseada em turismo, construção civil, transportes, varejo, geram investimentos e empregos. 

Alain Bejjani, CEO da Majid Al Futaim, fez uma rápida explanação sobre a força competitiva de Dubai. São 3 milhões de habitantes, a mais alta concentração de varejistas de classe mundial (atrás apenas de Londres), e uma infraestrutura avançada para acomodar e impulsionar o melhor do varejo mundial. O emirado registrou a incrível marca de US$ 35.4 bilhões de dólares em 2015, somente no varejo.

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Segundo Alain, “o mercado está em crescimento e assim seguirá nos próximos anos. A cultura de consumo está bem estabelecida e irá gerar vendas de US$ 52 bilhões até 2020.”

Se Dubai oferece uma das melhores experiências de varejo do mundo, isso se deve ao fato da cidade colocar os consumidores sempre em primeiro lugar. “No coração de cada decisão aqui, está sempre o consumidor”, enfatiza o executivo. É isso leva em conta que o consumidor de Dubai e da maior parte do mundo, sabe quanto custa e o que oferecem as lojas do mundo todo. Alain lembra que mais de 80% das vendas hoje têm alguma relação com a experiência on-line, nem que seja a pesquisa. O consumidor chinês sabe e procura saber quanto o produto custa na China, em Paris e em Dubai.

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Stephen Sadove, Presidente do Conselho e CEO da SAK’S comentou sobre como é preciso entender como a operação de varejo. “Os desafios maiores do varejo estão justamente no fato de não investirem em tecnologia, em serviços, em pessoas e em Analytics. Viram alvos fáceis para disruptores. É um tempo estimulante para o varejo, mas não significa fazer negócios como estamos acostumados.

Voltando ao palco, Alain Bejjani falou sobre a reinvenção da experiência do varejo e o que Dubai pode ensinar ao setor: “A Dubai de amanhã será ainda melhor que a de hoje. Porque nosso mindset é forte e cria oportunidades. Abraçamos a mudança e reinventamos a nós mesmos todos os dias. E vamos juntos criar grandes momentos para os consumidores todos os dias”. Essa disposição da cidade em se reinventar e acompanhar as tendências e mudanças do mundo a tornam apta a evoluir continuamente. Um exemplo para varejistas do mundo inteiro.

*Jacques Meir é Diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão

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