Um veneno chamado açúcar

Seu consumo de açúcar pode deixar de ser saboroso e passar a ser penoso. Saiba como evitar que isso aconteça com você e sua família

Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2015, em São Paulo, 22,5% dos adultos mantêm alimentação rica em açúcar e 25,1% costumam ter refrigerantes à mesa. Esse tipo de hábito é preocupante diante do avanço de doenças crônicas no país, em especial o diabetes.

O estudo monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% dos óbitos no país. Foram entrevistados por telefone 54 mil pessoas com 18 anos ou mais, que vivem nas capitais brasileiras.

Entre as cidades com maior índice de pessoas com diabetes está o Rio de Janeiro, 8,8%, seguido de Porto Alegre, 8,7%, e Campo Grande, 7,9%. Palmas, 3,9%, apresenta o menor percentual de população adulta com diagnóstico de diabetes, junto com São Luís, 4,4%, Boa Vista, 4,6%, e Macapá, 4,6%.

“O crescimento do diabetes é uma tendência mundial, devido ao processo de envelhecimento da população, sendo diretamente ligado às mudanças dos hábitos alimentares e à prática de atividade física. A obesidade é um dos principais fatores de risco e precisamos conscientizar e educar cada vez mais nossas crianças e jovens para o cuidado precoce da saúde, evitando o adoecimento”, destaca o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

“O Ministério da Saúde tem atuado na promoção de hábitos saudáveis e alcançado resultados importantes no acesso a diagnóstico, assistência e tratamento, fundamentais para conter o avanço da doença e reduzir as complicações. Sem dúvida, essa é uma conquista do SUS”, reitera Castro.

Apesar do avanço do diabetes no país, o número de internações devido a complicações da doença reduziu 11,5% nos últimos cinco anos. A mortalidade prematura (pessoas com menos de 70 anos) também caiu entre 2000 e 2013, acompanhando a tendência em relação ao óbito por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) nessa faixa etária, que reduziu 2,5% ao ano no período.

Esse índice está acima da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que era de queda de 2% ao ano. Mas ainda é alto o número de pessoas que morrem por causa do diabetes no Brasil: foram registrados 58.017 óbitos em 2013.

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Infográfico: Fernanda Pelinzon




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