Uma conversa com Tommy Hilfiger

Estilista norte-americano destaca a paixão como segredo do sucesso. Chavão ou realidade?

Dubai – Emirados Árabes – Gilbert Harrison, Chairman da Financo, conversa amigavelmente com Tommy Hilfiger, estilista americano que projetou seu nome como marca global de moda com aspiracional de luxo, mas alguns passos abaixo. Uma fórmula difícil, mas que revelou-se única em sua trajetória.

Tommy fundou sua marca em 1985, mas antes disso, em 1969, começou sua carreira como distribuidor de roupa hippie. Ousado e atrevido, lançou sua marca dizendo que os 4 melhores designers de moda masculina da época eram Ralph Lauren, Perry Ellis, Calvin Klein e… Ele!

Hoje o respeitável senhor de 65 anos comanda um império de moda, que combina duas estratégias antagônicas entre si: o fast fashion e a moda assinada. Descobriu uma assinatura de valor única, que acompanha e se adapta a diversas culturas locais.

Para ele, isso é resultado da busca pela espontaneidade. Tommy afirma que essa é a base do seu negócio. O que faz a marca ser diferente. O estilista também não esconde seu apreço por correr riscos, ainda mais diante de um novo consumidor, impaciente, veloz, conectado, móvel.

Cada mercado, uma cultura
“O novo consumidor está pronto para comprar grandes produtos, por um preço excelente, de uma marca com posicionamento claro. Mas quer também entretenimento, conteúdo e conexão social intensa”, diz Tommy Hilfiger, defendendo a sua visão.

Por isso, sua empresa acredita que moldar suas operações globais e estratégias de acordo com cada mercado é fundamental. Falar com os diferentes mercados é importante, mas espontaneidade é tudo. E é essa espontaneidade que faz com que a marca use padrões de cor diferentes para diferentes mercados.

Gilbert Harrison pergunta a Tommy qual o segredo do seu sucesso. Ele responde prontamente que é a paixão pelo que faz. Uma resposta padrão, politicamente correta e provavelmente genuína, mas que não retrata exatamente como o executivo conseguiu fazer de sua marca um sucesso equivalente ou superior ao das marcas com as quais associou-se em seu lançamento. Mas ele emenda, destacando que sua rotina diversificada o ajuda a sentir e alimentar essa paixão: “abrindo lojas, lançando campanhas, pensando em estratégias, olhando o desenvolvimento do e-commerce, tudo isso faz um dia diferente do outro.

Nada mal para um hippie.

*Jacques Meir é Diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão.

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