A onda do Big Data é real

Em meio a tantos dados disponibilizados pelos clientes, por que as empresas não aproveitam para estabelecer estratégias reais de personalização no atendimento?

Por: - 4 anos atrás

Foto: Fernando Zuanon

Big Data é um dos conceitos tecnológicos atuais que mais são discutidos no mundo corporativo – e por razões simples. Saber lidar com uma infinidade de informações sobre os consumidores de forma assertiva pode trazer inúmeros benefícios. Inclusive, “é uma forma de tentar antever atritos com o cliente”, destaca Adriano Moniz, diretor de relacionamento com clientes do Uol.

As previsões para 2020 apontam que mais de quatro bilhões de pessoas estarão conectadas, existirão mais de 25 milhões de aplicativos e isso resultará em mais de 50 trilhões de GB de dados existentes na rede. Um campo e tanto de atuação.

O executivo relembrou a definição do web ativista Gil Giardelli, que define big data como sendo o petróleo do futuro. “Temos que imaginar que cada empresa terá seu próprio poço em seu quintal, mas precisa saber usar”, aponta Moniz.

Em sua visão, as empresas precisam estabelecer uma base estruturada dentro da organização com foco exclusivo no conceito, com um time estruturado para qualquer adversidade. Fora isso, é preciso ouvir o cliente, entendê-lo. “No mundo atual, não dá mais para fazer comunicação em uma mão só. Entender isso certamente fará as empresas solucionarem problemas de forma muito mais fácil”, acredita o executivo do Uol.

Para lidar com tantos dados, é preciso sensibilidade. Não adianta enxergar apenas a montanha de dados e não saber aplicar. Quando o cliente reclamar em sua rede social, por exemplo, as informações precisam ser utilizadas.

Fora isso, é preciso resiliência. “Nós acreditamos que fundamentalmente não dá para ficar criando soluções prontas. A internet está mudando a todo minuto. As tecnologias vão mudar e só vai estar estabelecido quem de fato ouvir as necessidades dos seus clientes”, finaliza Adriano Moniz.