Vem aí… Vai de Fusca, uma aventura de pai e filho

Acompanhe no portal da Consumidor Moderno o diário de bordo do Vai de Fusca, um incrível projeto entre pai e filho viajando a bordo do carro símbolo de uma era

Divulgação Vai de Fusca

Quem nunca sonhou em viajar por aí e curtir uma grande aventura ao lado de alguém especial? Pois Natanael Sena realizou este sonho: viajou de São Paulo ao Uruguai a bordo de um fusca, em companhia de seu pai, Francisco Gomes da Silva Neto. E, depois do sucesso da primeira temporada, irá repetir a façanha, só que com outro destino, e contará tudo sobre a viagem aqui, no portal da Consumidor Moderno.

Trabalhando como consultor de marketing, Natanael organiza seu tempo de modo que conseguiu ampliar as férias (ou trabalhar remotamente) para realizar essa aventura, que será paga do próprio bolso. “A aventura não é minha fonte de renda. Um dia, espero que seja. Mas ainda não é a hora. A primeira viagem foi bancada do nosso bolso. Para esta, fechei algumas parcerias estratégicas, mas o grosso da parte financeira estamos arcando de novo. Eu ainda não quero associar o projeto a ninguém que não veja um sentido nele. O custo é absurdo, mas eu tenho o prazer de pagar por isso”.

Para ele, não é difícil conciliar a aventura com a vida profissional. Acostumado a se dividir, Sena não se incomoda de trabalhar muito. Afinal, conseguiu conciliar uma pós em São Paulo e outra no Rio, enquanto morava em São Bernardo e trabalhava em Santos. “Tem que saber administrar e ter boa relação com o tempo. Eu entendi que, às vezes, a gente tem muito mais preguiça para fazer as coisas do que qualquer outra desculpa. Temos que entregar o que a vida está pedindo naquele momento, senão não faz sentido”, aconselha.

A primeira aventura rendeu um livro, o Vai de Fusca – uma aventura de pai e filho. O título da obra, elaborada, organizada e realizada por Natanael Sena, resume bem do que trata o projeto. “Estamos construindo uma história, construindo um laço importante entre pai e filho”, completa Natanael Sena. Abaixo, saiba mais o que ele tem a dizer sobre essa aventura:

Tudo começou com…

“Eu tinha uma lembrança do fusca da minha mãe, de quando ela me buscava na escola, da infância, mesmo. Aquele carro foi roubado, mas eu comprei outro assim que pude. Meu pai é mecânico e me ajudou a reformar o fusca. Após dois anos, o carro ficou pronto. Resolvi viajar e, a pedido da minha mãe, chamei meu pai para ir comigo”.

Uma história compartilhada…

“A namorada de um amigo sugeriu que eu fizesse uma conta no instagram para os amigos acompanharem a viagem. Acabei criando também uma página no Facebook e, na primeira semana, cheguei aos 5 mil seguidores. Nessa hora entendi que a história podia tomar outra proporção”.

Um MoMo no fusca

“A viagem foi narrada com textos e fotos tiradas pelo celular. Tudo realtime, 100% mobile o tempo todo. Quando chegamos ao Rio Grande do Sul, já tínhamos desviado bastante da rota, seguindo indicações de lugares dadas pelas pessoas via redes sociais”.

Histórias

“Em Novo Hamburgo, encontramos o pessoal do Fusca Clube, que nos indicaram uma visita ao Uruguai. Acabamos em Cabo Polônio, um lugar incrível, que vale visitar uma vez na vida. Lá só se chega em veículos autorizados, não tem luz nem água encanada e vivem poucas pessoas do que plantam e pescam. O lugar foi indicação do Pedro, um uruguaio que tem um filho chamado Natatael, também. Ele nos emprestou duas barracas e nos acompanhou em um acampamento com seu trailer onde vendia hot dog e dormia com a mulher e o filho. No meio da noite, enfrentamos uma forte tempestade, com muito vento. Pedro saiu de seu trailer e ajudou a manter as barracas seguras. E eu só soube disso depois de ir embora, porque meu pai tinha notado e me contou. O Pedro, em si, não falou nada, não cobrou nada. Isso me ensinou a dar outro valor às relações. Conheci muita gente que me ensinou muita coisa”.

Livro

“Começamos a receber posts e mensagens – já estávamos com 13 mil seguidores no Facebook e 4 mil no Instagram. Começamos a receber mensagens de pessoas contando suas histórias relacionadas não só ao Fusca, mas também à Kombi, já que ambos os carros marcaram uma geração. Ou seja: a viagem gerava uma identificação com as pessoas. Já não era mais só a minha história, não podia ter um ponto final. Então, fiz o livro. Não foi publicado por uma editora, queria algo bem pessoal. Contratei uma agência, um pacote gráfico, defini como queria estruturar, escrevi, participei da diagramação. É tão pessoal e cheio de sentimento, que eu não quero que seja só um negócio. A Volks comprou a ideia e foi apoiadora, afinal, tem nossas histórias se cruzam por causa do Fusca”.

Começar de novo

“Sairemos para o Acre, cruzaremos a fronteira, chegaremos em Lima, no Peru. Voltaremos, mas carro fica lá, já que no final do ano seguiremos para a Colômbia. Está virando algo maior do que uma viagem minha e do meu pai”.

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