Confiança alcança o pior nível dos últimos 11 anos

Os brasileiros não estão nada a vontade com a situação do País e seguem desconfiados

A confiança dos brasileiros chegou ao pior nível dos últimos 11 anos, segundo dados divulgados hoje (04) pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Em abril, o indicador ficou em 64 pontos, o pior patamar desde abril de 2005.

Os valores entre 100 e 200 significam otimismo e aqueles registrados abaixo de 100 representam pessimismo. Isso mostra que, no intervalo de um ano, o brasileiro deixou o campo otimista e se tornou pessimista.

O Índice Nacional de Confiança mede a confiança e a segurança do brasileiro quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Indica a percepção da população sobre a economia e prevê o comportamento do consumidor no mercado.

“O brasileiro está abalado com o que está acontecendo no País. Com a chegada de um novo governo, as incertezas do consumidor podem diminuir. Aliás, o grande desafio da nova equipe econômica será justamente recuperar o otimismo da população e aproveitar a queda da inflação para, no momento adequado, iniciar a redução da taxa de juros”, comentou, em nota, Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

A pesquisa mostra que 51% dos brasileiros definem sua atual situação financeira como ruim e 37% acreditam que sua situação financeira futura piorará nos próximos seis meses. Há um ano, esses porcentuais eram de 38% e 22%.

Boa parte também continua preocupada com a questão do emprego: apenas 13% estão seguros em seus trabalhos – há um ano, eram 28%. “A incerteza política contribui para o consumidor recuar nas compras, pois prioriza os produtos do dia a dia. Ele está postergando decisões de compra parcelada para um momento mais favorável”, avalia.

Com confiança baixa, em abril, 68% dos brasileiros não estão à vontade para comprar eletroeletrônicos, contra 42% há um ano. Além disso, 73% não pensam em adquirir bens duráveis de maior valor como imóveis e automóveis, ante 68% em março e 53% há um ano.

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