Que tal ser otimista em relação ao presente?

Estudo da Ipsos mostra que, em uma década, o brasileiro ficou mais preocupado do que otimista. O sentimento de confiança também está pior

pathdoc/Shutterstock

Você está otimista? Dificilmente responderá que sim. Há alguns anos, o consumidor e cidadão eram muitos menos preocupados. Como mostra a pesquisa Pulso Brasil, realizada pela Ipsos com 1.200 pessoas em 72 municípios entre 1º e 14 de abril, apenas 14% dos brasileiros se declaram otimistas com o futuro do país, o menor nível desde 2005.

Além disso, o levantamento mostra que há uma corrosão no sentimento positivo do brasileiro. Além do otimismo em baixa, o entusiasmo com a nação também está no menor nível desde 2005, quando a série histórica. Assim, apenas 3% dos entrevistados se mostram entusiasmados com o futuro do país. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Em contrapartida, sentimentos negativos, como preocupação e revolta, crescem. O nível de brasileiros preocupados voltou ao mesmo patamar de 11 anos atrás, quando 48% dos entrevistados demonstraram esse sentimento. Já a sensação de revolta é a maior da série histórica: 28% dos brasileiros se dizem revoltados.

 

Fonte: Ipsos

Fonte: Ipsos

 

E a confiança?

De acordo com o Índice Nacional de Confiança do consumidor (INC), a confiança alcançou o menor nível desde o início da série histórica, em 2005. Pesquisa realizada em conjunto pela Associação Comercial de São Paulo e pela Ipsos mostra que a confiança do comprador brasileiro está em 64 pontos, o pior resultado de toda a série. Pelos dados do indicador, valores entre 0 e 100 apontam pessimismo e valores entre 100 e 200 indicam otimismo.

De acordo com o levantamento, o pessimismo é maior no Sudeste e no Sul. Nessas regiões, o índice está em 53 e 59 pontos respectivamente. Na outra ponta, as regiões Nordeste e Norte são um pouco menos pessimistas, com o índice em 82 e 70 pontos respectivamente.

Quando analisado o índice de confiança por classe, o sentimento nas A e B é o de maior pessimismo (49 pontos). Entre a classe C, o indicador está em 63 pontos e, entre as D e E, o cenário é um pouco melhor, mas ainda pessimista (81 pontos).

 

Fonte: Ipsos

Fonte: Ipsos






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