A cobrança por meio do analytics

Muitas empresas não conhecem ou entendem o comportamento do endividado. No Recover Money, Julio Guedes, diretor de analytics do Serasa Experian, defendeu o uso de analytics no aprimoramento da cobrança

Foto: Fernando Zuanon

A quantidade de brasileiros endividados saltou de 55 milhões, em 2015, para 60 milhões este ano. E quem mais sofre? O fenômeno da atual crise atinge principalmente o jovem de periferia, a massa trabalhadora e os donos dos negócios (que perderam o consumidor). O cenário do endividado do brasileiro foi o tema do bate papo de Julio Guedes, diretor de analytics do Serasa Experian, no painel “Inadimplência do Consumidor Brasileiro”, no Recover Money.

Guedes falou dos altos e baixos da economia nos últimos anos. O país foi do céu ao inferno no consumo em menos de três anos. Com menos pessoas, o crédito fácil de outrora secou na fonte. Assim, o consumo diminuiu, as empresas não rentabilizaram e o dinheiro ficou cada vez mais escasso na economia, o que resultou em dívidas não apenas do consumidor, mas também das companhias.

“De cada dez pessoas adultas, quatro estão inadimplentes e isso resultou em uma dívida de R$ 250 bilhões, sendo que a média da dívida do brasileiro é de R$ 4,2 mil. Se acrescentarmos as empresas, essa conta chega a R$ 300 bilhões. Hoje, o brasileiro possui em média quatro dívidas e de três diferentes empresas”, afirmou Guedes.

Diante desse cenário, o diretor da Serasa defendeu o uso da inteligência no sistema de cobrança. A ideia não é necessariamente aprimorar o recolhimento do dinheiro devido à empresa, mas entender o comportamento do endividado e entender as razões que resultaram no acúmulo de débitos não quitados. “A cobrança precisa de velocidade, flexibilidade, o chegar primeiro e muitas análises. É preciso uma visão 360 graus do consumidor e uma estratégia de cobrança. É preciso entender se precisamos adotar modelos de cobrança preventiva, ou auxiliar clientes que se auto curam, se optamos pelo collection score e o recovery score (para dívidas mais longas”, afirma.






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