O “troca-troca” de marcas do varejo

O fenômeno, também conhecido por “trade down”, virou uma realidade entre os consumidores, que preferiram economizar de um lado para gastar em outro

Divulgação

Os recentes rumos da economia conduziram o Brasil para um inédito cenário pós-ascensão do Real. O acelerado consumo de meado dos anos 2000 diminuiu o ritmo até finalmente pisar no freio de vez nos últimos anos. O resultado dessa desaceleração não impactou apenas o poder de compra da população, mas causou um curioso fenômeno: alguns produtos não necessariamente saíram do carrinho do supermercado do cliente, mas foram substituído por uma marca com preço mais acessível. E essa mudança leva o nome de trade down.

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Essa é uma das conclusões de um recente estudo da McKinsey & Company no Brasil, uma consultoria global que presta serviços à alta gesta de grandes empresas nas áreas de estratégia, organização, tecnologia e operações. A sócia associada da empresa, Mariana Donatelli vai exibir esse e outros resultado no painel “Varejo orientado a resultado – um senhor resultado. Como é possível obter resultados no varejo em qualquer cenário econômico”, do BR Week deste ano.

Segundo Donatelli, o estudo global da McKinsey feito em 26 países concluiu que o brasileiro anda pessimista – bem pessimista. Tal afirmação é inédito nesse levantamento, segundo a consultora, o que mostra a preocupação da população com o momento da economia do país. “Mais de 70% dos consumidores do Brasil mudaram o modo de compra. Agora, muitos esperam promoções, pesquisam preços antes de comprar e outros optam por comer em casa em vez de ir a restaurantes”, afirma.

No entanto, o dado que chama a atenção nesse levantamento diz respeito ao varejo alimentar. De modo geral, vem ocorrendo no país um fenômenos definido pela especialista como “trade down” ou a substituição de uma marca de um mesmo produto. “Quando olhamos o ‘trade down’, isso acontece em todas as categorias, mas em intensidades diferentes. Categorias como produtos de limpeza, por exemplo, tendem a ter um ‘trade down’ maior”, explica.

Por outro lado, a consultoria verificou um fenômenos inverso. Alguns produtos praticamente não foram atingidos por crise econômica e, assim, registrou-se o “trade up”. O substituição por marcas “gourmetizadas” foi registrada na categoria de bebidas alcoólicas (especialmente as cervejas) e também em cosméticos. E por que isso ocorre? “Nos últimos anos, tivemos um boom de consumo muito grande. Assim, as pessoas tiveram acesso a diferentes marcas que não necessariamente costumavam comprar. Hoje, elas tendem a não abrir mão desses produtos, ao contrário do que ocorre com produtos de limpeza”.

A dica importante da especialista é que os executivos do varejo precisam identificar quais categorias de produtos estão em processo de “trade down” e “trade up”. E esse será o ponto de partida do painel da consultora no BR Week ao lado de importantes varejistas brasileiros.

Quer saber mais sobre como conseguir resultados? Então não perca o painel “Varejo orientado a resultados – Um senhor resultado. Como é possível obter resultados no varejo em qualquer cenário econômico”, no BR Week 2016. Mariana Donatelli mediará o debate, que contará com a presença de grandes varejistas. Não perca o BR Week 2016!   

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