Varejo deve perder 290 mil vagas de trabalho

Este deve ser o resultado do saldo entre as demissões e contratações neste ano no setor, segundo projeções pouco otimistas da CNC

Tempo de leitura: < 1 minuto

6 de junho de 2016

O varejo deve perder 290 mil postos de trabalho formais neste ano, segundo informações da CNC (Confederação Nacional do Comércio). O dado é resultado do saldo entre as demissões e as contratações que devem ocorrer ainda neste ano.

Segundo Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação, os segmentos que mais devem perder vagas são aqueles que dependem mais de crédito – ou seja, aqueles que estão sofrendo mais com as quedas nas vendas e com a desconfiança dos consumidores.

O segmento de Vestuário deve liderar as demissões e registrar um saldo negativo de 83,1 mil vagas de trabalho. Para se ter uma ideia, o segmento encerrou 2015 com um saldo negativo de 65,8 mil vagas no ano passado.

O segmento de Veículos deve registrar 48,5 mil vagas a menos neste ano. Já o setor de Móveis e Eletrodomésticos deve encerrar 2016 com 63,4 mil vagas a menos – em 2015 eram 45,4 mil a menos. “Todos esses setores são os que mais sofrem com o aumento da taxa de juros e, por consequência, da queda nas vendas”, explica Bentes.

Supermercados deve encerrar o ano com certo equilíbrio. Até abril, o segmento encerrou quase 30 mil vagas, porém, as contratações temporárias devem mudar um pouco o cenário e os estabelecimentos do segmento devem terminar 2016 com um saldo negativo em torno de 1,3 mil postos de trabalho.

O único setor que deve impedir um aumento ainda maior no número de demissões é o de Farmácias, Perfumaria e Cosméticos, com a oferta de 11,4 mil vagas – um pouco abaixo das 16,1 mil de 2015.

“A particularidade aqui é preço, porque nos últimos 12 meses a inflação no varejo ficou em 9,5% e nesse segmento a alta foi de 7,5%. Além disso, é um segmento que não é dependente de crédito”, explica Bentes.




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS