Casar: um sonho possível, mesmo em tempos de crise

Infográfico: conheça os números que envolvem o ato de casar, de investimento médio a quantidade de cerimônias, além de dicas para economizar na hora do sim

Por: - 3 anos atrás

Petinov Sergey Mihilovich/ Shutterstock

Entra ano, sai ano, parece que casar não sai de moda. Mudam os tipos de festa, mudam os vestidos, mudam os formatos familiares, mas uma coisa continua a mesma: o sonho de entrar em um salão (ou igreja cheios), emocionando a todos os presentes, inclusive os noivos. O sonho, no entanto, tem um preço – muitas vezes, bem caro.

Esse detalhe não parece incomodar muito os que estão atrás de realiza-lo. Os últimos dados levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviço e Turismo do Estado de São Paulo – FecomércioSP – mostram que foram gastos R$ 3,05 bilhões com casamentos só no estado, o que corresponde a 287.644 cerimônias. Apenas na capital foram 69,2 mil casamentos, o que totaliza quase R$ 1,2 bilhão.

Os dados – que representam 80% do total de gastos com festas e cerimônias e não incluem convites, vestuários e produção dos noivos – foram estimados em informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE. Os números de casamentos anuais foram obtidos nas estatísticas de registro civil do IBGE e estimados para 2014.

Assim, mesmo em tempos turbulentos o sonho de se casar não é deixado de lado. “As pessoas podem adaptar a festa ao bolso, porém não deixam de celebrar uma das ocasiões mais importantes na vida”, afirma José Luiz de Carvalho Cesar, diretor da Goal Promoções, empresa organizadora da Expo Noivas & Festas, maior evento do setor.

Prova disso é que a edição deste ano da feira, no final do mês de março, ainda foi muito boa, segundo o diretor, com 242 empresas expositoras e um total de 26.472 visitantes nos 4 dias de evento. “A verdade é que o sonho de casar se adequa ao momento econômico do casal. Diminui-se o número de convidados, economiza-se com lembrancinhas e atrações das festas, por exemplo”, continua.

Dá para economizar?

José Luiz de Carvalho Cesar ainda avisa que, de fato, dá para economizar na hora do sim, especialmente se o casamento for planejado com antecedência. “O casal deve pesquisar produtos e serviços, planejar o orçamento disponível para o casamento e ir de acordo com o bolso. Se for preciso, diminua o número de convidados, tente substituir os serviços e produtos por outros mais em conta e que atendam às necessidades dos noivos. Na Expo Noivas & Festas, os expositores têm produtos para atender todo os tipos de públicos, com serviços tanto para os menos abonados, como para os mais abastados”, aconselha.

Quem gasta mais?

O estudo da FecomercioSP mostra ainda que, no Estado de São Paulo, a Classe C é a que mais investe em casamentos (mais de R$ 1,5 bilhão), seguida pela Classe B (R$ 748,1 milhões) e pela Classe A (R$ 593,8 milhões). Na capital a Classe C também é a que mais gasta (R$ 513, 5 milhões), seguida pela A (R$ 340,1 milhões) e depois pela B (R$ 321,6 milhões). Em relação ao valor médio gasto em casamentos, na capital equivale a R$ 17.489 e no estado, a R$ 10.607. A classe A é que mais investe, tanto na capital quanto no estado (R$ 55 mil e R$ 38 mil respectivamente).

 

Infográfico: Fernanda Pelinzon

Infográfico: Fernanda Pelinzon