Economia compartilhada também nos voos executivos

Deslocar-se pelo trânsito de São Paulo pode não ser mais a única opção, já que voos executivos também estão mais acessíveis

Ondrej Schaumann/ Shutterstock

Na última segunda-feira, o Uber lançou o projeto piloto do UberCOPTER, seu serviço de “caronas” agora via helicópteros. Pelo menos por um mês (o tempo de duração do projeto piloto) os paulistanos poderão contar com mais este meio de transporte – voos pelos céus da cidade – e essa opção para vencer o trânsito. Bem, quem tiver dinheiro para pagar, claro.

Uma das partes interessantes da proposta, aliás, está justamente aí. Por ser um serviço de compartilhamento de transporte aéreo, baixou bastante o preço de voar. Até amanhã, por exemplo, em preços promocionais de estreia, será possível voar por R$ 80,00.

Há quem diga, inclusive, que baixou até demais, tornando inviável manter o negócio. Um avião/ helicóptero não é a mesma coisa que um carro, mas já ouvimos essa conversa antes. Até porque o Uber alega que os preços serão diluídos quando o serviço de voos ganhar escala.

O serviço funcionará em parceria com a Airbus e três operadoras de táxi aéreo (Air Jet, Helimarte e UniAir). Por enquanto, são cinco helipontos e quatro aeroportos cadastrados, na capital e em Campinas. O usuário seleciona o serviço no app e um UberBLACK irá levar o usuário até o heliponto/ aeroporto desejado. Esse serviço não está incluso no valor da passagem aérea, mas dá para estimar pelo app o valor total da viagem.

Concorrentes

De qualquer forma, vale dizer que o Uber não é a única empresa que viu uma oportunidade no nicho.  A Aerobid já atua no setor aéreo há um ano, em parceria com 15 empresas de táxi aéreo. Trata-se de uma plataforma desenvolvida e operada por profissionais de aviação executiva, cuja missão “é prover a forma mais ágil, transparente e eficiente para cotação e contratação de fretamento de aeronaves”. Os preços não são o seu atrativo, mas a facilidade para um “reles mortal” encontrar um avião, sim.

Democratização da aviação executiva

Com promessa de ser mais atrativa em preço (ainda não tanto quanto o Uber) também está no segmento a FlyHelo, que está no mercado há apenas um mês, mas já atua em cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória e João Pessoa, com planos de expansão bastante rápidos).

“Lançamos a empresa há pouco menos de um mês e já fizemos 50 voos de helicópteros para o litoral e interior de São Paulo, além de oito voos dentro da cidade, por conta de uma promoção que fizemos com o Café Journal no Dia dos Namorados”, explica Hadrien Royal, CEO da empresa. Segundo ele, com a ampliação da oferta para jatos, a perspectiva é ter 300 voos até as Olimpíadas.

O executivo alega que a missão da empresa é “democratizar a aviação executiva, como aconteceu com a aviação civil nas últimas décadas no Brasil”. Ele reveja que estão inclusive preparando ofertas especiais para as Olímpiadas. Vale ficar de olho.

O custo, apesar de ainda não ter batido o do Uber (especialmente em promoção de inauguração), é mais barato que um táxi aéreo convencional. Isso porque a empresa opera com um modelo de pool no qual as pessoas podem comprar um assento em um voo já existente a preços muito competitivos, ou reservar seu próprio voo e receber créditos caso outras pessoas embarquem em seu roteiro. Ou seja, você não precisa ter um jato exclusivo, se não quiser. Mesmo que uma única pessoa frete o voo, se ele estiver aberto para mais passageiros, o cliente recebe créditos para próximos voos.

Segundo a empresa, um voo de jato com capacidade para 6 pessoas saindo de Congonhas para Santos Dumont pode sair por R$ 14.490,00 reais. “O próximo passo é criarmos rotas pré-estabelecidas com horários pré-definidos”, completa Royal.






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