Os dados dos clientes podem ser monetizados?

Serasa Experian mostra como as empresas podem utilizar os dados internamente e externamente, com o objetivo de gerar informação e fazer negócios

Pelas capas da The Economist, Julio Guedes, diretor de Analytics da Serasa Experian, mostra que, desde 2009, o Brasil passou da ascensão (representada pela imagem do Cristo Redentor decolando) à queda – com a face de Dilma Rousseff na revista.

Dessa forma, mostra que o país passa por uma crise econômica e, como se não bastasse, por uma regulação intensa da liberdade de dados. Não por acaso, o consumidor é responsável pelos próprios dados – e, necessariamente, é obrigado a autorizar o uso deles.

Como lembra o executivo, porém, a cada vez que o consumidor clica na autorização de longos (muito longos) textos de regulamentos na internet (‘li e concordei”), permite o uso das informações. Nesse caso, ele afirma: “empresas, vocês precisam ter cuidado com aquilo que fazem com seus dados”.

E o que as companhias podem fazer nesse contexto? Analisar dados e conhecer o consumidor, é claro. “80% das empresas enfrentam dificuldades para gerar informações com dados”, diz Guedes. Eles costumam ser imprecisos e estar espalhados, e é preciso estruturar a área de dados para ter sucesso. “Com isso, estamos falando de Big Data. Mas, sozinho, ele não é nada. É preciso estratégia”.

Nova era

Guedes afirma que estamos em um novo momento da vida: o momento digital. “Cada um dos meus filhos tem um celular e um iPad. Temos Netflix, computadores em diversos locais. Ou seja, há informação transitando em todos os lugares”.

“Quando falamos em recentes revoluções para o dia de hoje, pensamos em capacidade de processamento”, diz. E esse fator cresceu muito, assim como o Big Data. Essa tendência deve continuar. Assim, muitos ativos podem ser explorados. Por isso, a empresa fala em uma fusão de dados. “Temos dados de mobile e cada vez mais poderemos comprar com celular. Em um momento, os cartões deixarão de existir”, afirma.

Como reunir tudo?

Dessa forma, quando se fala em monetização, é evidente que o dado já existe. Porem, ele está sendo utilizado internamente? “Você pode vender ou negociar seu dado, ampliar a captação deles”, diz. Ou seja, a monetização pode ser interna ou externa.

Para Guedes, porém, a exploração interna precisa surgir primeiro. “O seu cliente liga para a empresa. O call center recebe milhares ou milhões de ligações”, diz. “Vocês fazem algo com essa informação?”, questiona. Se a resposta for não, precisa mudar.

Assim, afirma às empresas que ouvir o cliente é uma forma de reconhecer o que é preciso dentro da empresa. Mas, isso não funciona apenas para voz. Sem duvidas, o telefone não é o único canal capaz de gerar valor.

Informação no detalhe

Como Guedes ressalta, parcerias com empresas podem auxiliar a compreender os consumidores, obter e ler dados. “O Gartner prevê que 30% das empresas vão monetizar dados em 2016”, defende. “Mas, quando se fala em valor dos dados, como podemos saber se eles têm, de fato, valor?”, questiona. É fundamental saber se eles geram insights sobre o comportamento do consumidor, se são únicos no mercado, se o volume é considerável e se é relevante para outros mercados”, defende.

Assim, ele conta que o cadastro positivo é uma forma de monetizar os dados. Dessa forma, será mais refinada a forma de avaliar o crédito dos consumidores.

O que é importante?

Na hora de monetizar, ele aponta que a analise de dados internos precisam ter uma análise de facilidade de implantação e valor potencial.

Com os dados disponíveis, Guedes defende que é importante verificar o perfil do consumidor – a saúde financeira, a rotina, etc. “É importantíssimo ter parceiros, verificar analytics, ter uma equipe voltada para isso, ter a autorização do consumidor para usar essas informações e, é claro, convencer os executivos de mais poder na empresa, conclui.






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