A salvação da loja física nasceu dos Millennials

Em desafio proposto durante o BR Week, grupos de estudantes criaram soluções para a batalha entre a loja física e a loja virtual

Em um mundo orientado por Millennials, quem pode estar mais preparado para aconselhar o varejo do que os próprios jovens? Não por acaso, o BR Week trouxe grupos de jovens universitários para responder a questão “Qual é o futuro das lojas físicas e dos shopping centers?”.

Como afirma Jacques Meir, diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão, “o varejo precisa desse tipo de energia, com capacidade e coragem para sugerir coisas novas”. Após as apresentações dos universitários, os juízes – Jacques Meir, Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura e Danilo Roselli, fundador da Ideation – fizeram uma avaliação dos cases. O Prêmio, para o vencedor, foi dado pela Livraria Cultura.

Assim, o Grupo Junior da FAAP foi o primeiro a se apresentar e apresentou o contexto atual – as características da geração Y e da geração Z. Os alunos defenderam, então, que o varejo físico, para continuar forte, tem que apostar na diferença com o online. Para eles, a diferença é justamente o auxilio dos colaboradores e a pronta entrega, fatores possíveis apenas na loja física.

O Grupo F2H, da FEI-USP, apontou problemas nesse mesmo sentido. Para esses jovens, a perda de clientes do varejo físico acontece por causa do comportamento das gerações citadas anteriormente, uma vez que ir ao ponto de venda, estacionar o carro e gastar gasolina são alguns fatores incômodos. Para os alunos, a tentativa de entrar no cotidiano dos clientes é uma boa opção.

Adoção cultural

Para os alunos da JR.FEI, por outro lado, a substituição do mercado físico pelo online de forma completa é improvável. Assim, acreditam que a qualidade já é uma premissa básica e, para conquistar o consumidor, é preciso “criar uma história que possa ser contada posteriormente”. Para isso, consideram que é preciso conhecer a história e cultura do público ao qual a empresa se dirige. Como exemplo, ele cita as lojas do bairro da Liberdade, em São Paulo.

Também observando o consumidor por um viés mais social e cultural, Camila Vieira, do Grupo LEPUC, considera que todas as análises de público do Brasil são feitas com bases em dados americanos. Nesse sentido, ela defende que as empresas brasileiras – no caso, as livrarias – precisam começar a olhar mais para as classes que ainda não têm o hábito de consumo. Dessa forma, poderão “salvar” a loja física.

O grupo vencedor da competição é formado por alunos da FEA-RP e leva o nome de Grupo Núcleo. Para o aluno Afonso Bazilio, o marketing sensorial é o caminho que as lojas físicas devem seguir. “A loja vai ter o foco em experiência”, comenta. “A solução é a coexistência”. Assim, os jovens defendem que um dos pontos em que é possível investir é a praticidade no pós-venda. Como bons exemplos, o grupo cita lojas da Apple e, no Brasil, da Chilli Beans.

“O grupo se sobressaiu na capacidade de resolver o problema proposto”, comenta Jacques Meir. “A transformação que tem acontecido deriva da ascensão do varejo online.

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