As franquias são um modelo de sucesso

Temos um case de sucesso nacional para inspirar nossos empreendedores: o Instituto Sorridents tem uma história incrível de expansão e cultura  

 

Criar o seu próprio negócio demanda atitude. A Dra. Carla Sarni, presidente do Instituto Sorridents, passou por vários ‘nãos’ na vida para alcançar o seu sonho. Vendia roupas para se manter na faculdade de Odontologia, passou por clínicas que não condiziam com seu ideal de vida e trabalhou muito para construir a maior rede odontológica da América Latina.

 

“Ser competitivo é um grande desafio. Eu nasci tendo que competir por uma vaga, por oportunidade, para me formar, para vender, para ser boa aluna e sempre as pessoas vinham com não. Acredito na determinação, quando você quer algo de verdade e se propõe a fazer, dá certo. Pode encontrar pedras no caminho, mas alcança”, acredita Sarni. No início de suas atividades, para crescer e conquistar seus clientes, a dentista atendia em horários diferenciados e aos domingos. Mesmo enfrentando os desafios de uma cultura que não coloca a odontologia como prioridade, a executiva prosperou.

 

Em sua visão, foi uma necessidade de desenvolver competências para competir no mercado. O relacionamento, conta, foi seu maior trunfo. Atualmente, a executiva toca os negócios ao lado de seu marido e coloca seus ideias de vida em prática: “Acredito que ter direito a morar bem, comer bem e ter saúde é um direito de todos”. Assim, a Sorridents oferece atendimento com equipamentos top de linha para a classe C a preços acessíveis – o que também chamou a atenção da Classe A, 17% do público atual da rede.

 

Desde 2003, quando tinha 23 unidades próprias, o casal resolveu adotar o sistema de franquias e hoje o número chegou a 203 unidades em 26 estados. “Temos quatro pilares: conforto de oferecer o mesmo que uma clínica de classe alta, preço justo, forma de pagamento facilitada [é a única empresa odontológica do país que oferece cartão de crédito próprio] e atendimento”, conta. Além disso, investem em cultura. “55% da população brasileira não vai ao dentista. Compram carro, celular, mas não vão ao dentista. Por isso investimos em educação e conscientização”.

 

Sucesso

O exemplo da Sorridents é uma inspiração. João Maurício Gama Boaventura, professor da FIA, lembra como o modelo de franquias teve um alto desenvolvimento nas últimas décadas. “Empresas de negócios isolados conseguiram se desenvolver muito”.

 

Para o franqueador, traz as vantagens de rapidez de expansão, redução de custos operacionais. Os franqueados tem o benefício de começar com uma marca que já tem credibilidade, correm riscos menores e conseguem aproveitar o conhecimento daquele franqueador no seu negócio.

 

O professor entende que essa modalidade é mais eficiente que os modelos tradicionais por permitirem uma alta penetração no mercado ao longo do tempo. É um modo que não veio de hoje, começou há muitos anos e traz diversos exemplos de sucesso. A Toyota, por exemplo, investiu nessa categoria e atualmente já ultrapassou a General Motors como maior fabricante de automóveis.

 

Como passar a cultura da empresa para a rede?

Dra. Sarni dá o seu próprio exemplo. De uns anos para cá, a executiva criou uma escola. “Para poder crescer, temos que manter a qualidade e não perder nossos valores na disseminação”, explica.

 

O Programa de Educação Continuada Sorridents passa a cultura de Sarni para todos os novos colaboradores. “Além disso, a faculdade não ensina a negociar com os clientes, a atender com humanidade e isso é muito importante”.

 






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