Adeus, lâmpadas incandescentes

Consumidor não poderá mais comprar lâmpadas incandescentes. Entre a LED ou fluorescente, saiba a alternativa mais ecoeficiente

Chones/ Shutterstock

Hoje foi o dia limite para o fim das lâmpadas incandescentes. A partir de amanhã, este produto deverá ser extinto no mercado. A regra foi estabelecida pela Portaria Interministerial 1.007 dos Ministérios de Minas e Energia; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior.

A substituição das lâmpadas incandescentes por outros modelos tem sido gradativa desde 2014, quando o Plano de Metas estabelecido na Portaria determinou que os modelos que não atendessem aos novos níveis mínimos de eficiência energética deveriam ser banidos do mercado. As lâmpadas incandescentes de 60W puderam ser produzidas e importadas até junho de 2014 e vendidas até junho de 2015. Os modelos de 200W, 150W, 100W e 75W deixaram de ser comercializadas no ano passado e as últimas a deixarem o mercado são as de 40W e 25W, a partir de hoje.

A ideia é substituir essas lâmpadas por modelos mais eficientes, como as fluorescentes compactas e as lâmpadas LED. A boa notícia é que a troca por esses modelos pode significar uma economia considerável na conta de luz. “A eletricidade consumida pela iluminação pode representar até 20% dos gastos de uma família, o que não é pouco. Ao longo de um ano, se somados os valores economizados com apenas uma lâmpada substituída, a economia pode chegar a R$ 25,00. Se trocar quatro lâmpadas, são R$ 100,00 economizados por ano”, calcula o Georges Blum, presidente da Abilumi (Associação Brasileira de Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação). Por isso, antes de optar, é importante comparar as características dos modelos.
“Há pelo menos um critério básico que ajuda o consumidor a fazer essa comparação: a relação entre a vida útil da lâmpada e o preço”, afirma

Para exemplificar, a Abilume fez uma listagem com as principais características de cada modelo. Veja abaixo:

Incandescente

As incandescentes ainda representam 20% das vendas de lâmpadas do País, em razão do seu preço atraente, em média 5 vezes menor que uma fluorescente. Por outro lado, ela se caracteriza por converter a energia em luz e calor, o que faz com que consuma mais.

– Como funciona? Com mais de um século de idade, as lâmpadas incandescentes não mudaram muito desde quando foram criadas por Thomas Edison. Uma corrente elétrica passa por um filamento de tungstênio (aquele fiozinho de dentro da lâmpada), aquecendo os átomos que o compõem e gerando luz como consequência. A questão é que apenas 5% da energia gerada são convertidos em luz. Os 95% restantes são transformados em calor, o que explica o grande desperdício que geram.
– Mercado atual – A Abilumi estima que em torno de 100 milhões de lâmpadas incandescentes ainda sejam vendidas no Brasil, número que vem caindo devido à sua extinção no mercado em 2016.
– Vida útil – Em média 750 horas, durabilidade considerada baixa por conta do rápido desgaste do filamento de tungstênio.

Fluorescente

Já as fluorescentes, sejam tubulares ou compactas, são 75% mais econômicas e duram quase 10 vezes mais que as incandescentes.
– Como funciona? A corrente elétrica emite radiação ao passar por uma mistura de gases e vapor de mercúrio que fica dentro do tubo. Esse tubo é revestido por um fósforo que transforma a radiação em luz visível. Utiliza-se o Halofosfato nas lâmpadas standard ou Trifósforo nas lâmpadas de cores de melhor reprodução de cor. Pode existir também um revestimento interno para diminuir o peso de mercúrio por lâmpada.
– Mercado atual – Cerca de 250 milhões de lâmpadas comercializadas por ano, segundo a Abilumi.
– Vida útil – Cerca de 8.000 horas. Apesar de custarem quase 5 vezes mais do que as incandescentes, duram mais e são mais eficientes. Ao substituir uma lâmpada incandescente de 60W de potência por uma fluorescente de apenas 15W, há uma economia de 80% na conta de luz.

LED

São as lâmpadas com tecnologia mais moderna do mercado. Totalmente eletrônicas, a cada dia se mostram mais eficientes.
– Como funciona? É composta de um ou mais diodos emissores de luz, ou seja, semicondutores elétricos fabricados com arseneto de alumínio e gálio, entre outros, que ao receberem energia elétrica, convertem-na em luz, gerando bem menos calor do que as lâmpadas incandescentes, o que representa menos perdas.
– Mercado atual – O mercado dessas lâmpadas encontra-se em crescimento e com os preços em queda. Há perspectivas de que esse modelo se popularize em pouco tempo, substituindo as lâmpadas incandescentes e fluorescentes em alguns anos.
– Vida útil – Uma lâmpada de LED chega a durar até 50 vezes mais e é 80% mais econômica que uma incandescente.




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