Proximidade e intimidade: como chegar ao consumidor conectado

Webinar da GFK apresenta estudo sobre consumidores conectados, com tendências para os próximos dez anos e expectativas dessa geração

MJTH/ Shutterstock

Conhecer o público que se quer atingir não é só importante, mas vital para os negócios. Acho que, a essa altura, ninguém discute mais essa afirmação. Um estudo da GFK, no entanto, mostra que, quando o assunto é o futuro dos consumidores conectados – que já são usuários de internet mais experientes, nativos digitais e ainda os pós-millennials –, compreendê-los não é exatamente uma tarefa fácil.

As necessidades e exigências dos consumidores conduzem a evolução do mercado e das marcas. A GFK compilou as principais características desse consumidor em um webinar on-demand. Segundo estudos da empresa, eles são motivados por três sentimentos: liberdade, aceleração e intimidade.

No Webinar, ficamos sabedo que há algumas tendências para os próximos dez anos. A primeira, diz respeito à urbanização. Agora, mais de 50% da população vive em áreas urbanas. Esse número deve explodir nas próximas décadas, especialmente nas economias em desenvolvimento. Isso implica mudar não somente como consumidores vivem suas vidas, mas também analisar planejamento urbano, fornecimento de alimentos e disponibilidade de água. Esse crescimento implicará em construções, muitas. Nos próximos anos, será construída uma área equivalente a dez Nova Yorks.

Outra característica importante é o empoderamento feminino. Em 20 anos, mais de um bilhão de mulheres estarão em postos de trabalho, 94% dessas mulheres estarão em países em desenvolvimento. A obesidade será outro problema grave do futuro. Cerca de um bilhão de pessoas estarão obesas em 2025 no mundo. Isso abre oportunidade para negócios focados em alimentação saudável e saúde.

Os drones – objetos voadores não tripulados – deixarão de ser um hobbie ou algo usado somente pelos militares para se tornarem efetivos na busca por mais qualidade em infraestrutura ou ainda ajudar a cuidar do meio ambiente.

Sobre os consumidores, especificamente, eles estão hoje em transição. Têm um pé no velho mundo off-line e um no novo, conectado. Outra característica deles é que, depois das crises econômicas pelas quais o mundo passou, mesmo a situação melhorando, eles estão mais conscientes e econômicos.

Com relação à tecnologia, o que eles observam é que não deve existir por ela mesma. Ela deve ser útil. E não será mais sentida como é hoje, mas será parte da vida deles.

A GFK identificou, então, três áreas de oportunidade. Liberdade, aceleração e intimidade.

Liberdade – Um dos valores que cresce é a liberdade, de ação e pensamento. Para consumidores, isso se converte em conveniência. Se há uma coisa que eles não deixam em casa são os smartphones. Portanto, quanto mais coisas convergirem para este aparelho, melhor. Ou seja, grandes chances para quem investir nisso. Especialmente meios de pagamento.

Mas é preciso ficar atento a como vai funcionar a relação com o consumidor via este canal. Sua paciência está cada vez mais baixa. Se um produto não é fácil, 54% concordam que simplesmente não irão usar. Em relação a 2010, são 8% a mais. A paciência está tão baixa que não existe nem para customizar um produto. Para o varejo, o ideal é usar a tecnologia para vendas preditivas.

Aceleração – Com as mais mulheres trabalhando, o tempo do consumidor fica menor. E os homens contribuem mais para as atividades do lar. Essa é uma verdade global. E estar ocupado não é considerado ruim, pelo contrário. Mas traz uma consequência: os cientistas estão descobrindo que nossa atenção está menor. Conseguimos focar em uma mesma tarefa sem distrair por 5 minutos. Eram 12 minutos em 1998. Em 2000, levava 12 segundos para perdemos o foco. Agora, são 8 segundos. Cientistas descobriram que a atenção de um peixinho dourado é de 9 segundos. Estamos pareados com ele. Ou seja, vivemos em uma era de déficit de atenção.

Intimidade – Apesar de ocupados e conectados, os consumidores valorizam relações que sejam significantes. Há, inclusive, um aumento de desejo por toque humano. Apenas 42% de todos os adolescentes sentem a necessidade de estar conectados o tempo todo. Isso representa uma queda de 20%, desde 2009. Isso mostra que o consumidor do futuro é muito difícil de ser compreendido.

O número de pessoas solteiras está aumentando. Clientes devem pensar em casas com uma única pessoa quando quiserem comunicar e inovar. Talvez por isso, as relações virtuais são vistas como significantes. Mesmo que sejam virtuais: ter companhia durante as refeições via streaming está cada vez mais comum.

Vale usar a tecnologia para ter essa proximidade e intimidade com o consumidor. A geolocalização permite ofertas personalizadas de acordo com o local onde este consumidor se encontra.

Para assistir o webinar completo, clique aqui.

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