Você acredita que as séries substituirão os jornais?

Estudo feito pelo CIP e pela REDS revela se os jovens estão preocupados com temas como séries, filmes, política e carreira

Zastolskiy Victor/Shutterstock

Você assiste Game of Thrones? Quem está presente nas redes sociais sabe que é fácil encontrar fãs desta e de outras séries e, geralmente, quem não acompanha as temporadas sofre bullying online. Não por acaso, a página oficial de Game of Thrones postou uma propaganda/piada sobre o assunto.

 

 

O fato, nesse caso, é que as séries são uma diversão indispensável para os jovens de hoje – e não apenas Game of Thrones. Nesse sentido, o Netflix nasceu para salvar a vida de muitas pessoas que estavam entediadas em casa. Porém, considerando esse contexto, o que acontecerá com os livros?

O Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria com a Research Designed for Strategy (REDS), produziu o estudo Comportamento do Consumidor Brasileiro. Nele, aponta que a relação dos indivíduos com a tecnologia molda a maneira como enxergam o mundo e interagem entre si. Não por acaso, isso se reflete nas referências utilizadas pelos mais jovens.

Geração Z

Não por acaso, os jovens nascidos após o ano 2000 são apaixonados por séries e músicas – como mostra o gráfico abaixo. Essa geração é conhecida por, por exemplo, ser formada por nativos digitais e estar sempre conectada. Assim, assuntos como política, economia e sustentabilidade ocupam posições bem menos significativas na lista de interesses.

 

Interesses-GeracaoZ

 

Geração Y

Aqueles que nasceram entre 1985 e 1999 no Brasil – conhecidos como Millennials ou Geração Y – representam um jovem é capaz de executar várias atividades ao mesmo tempo, adota a tecnologia como aliada e, entre outros fatores, conectado.

Não por acaso, os temas favoritos desse público são iguais aos da Geração Z: música (75,5%), filmes e séries (72,6%) e tecnologia (56,4%).

 

Interesses-GeracaoY

A forma como a carreira se encaixa em uma posição não muito relevante entre os interesses dos Millennials – em grande parte já inseridos no mercado de trabalho – preocupa as empresas. Mas, diante dessa situação, será que a forma como a diversão acontece também pode mudar? O que você acha que pode acontecer com os livros e jornais?

Há algum tempo, a Consumidor Moderno apresentou uma entrevista com a psicanalista Maria Lúcia Homem. Não por acaso, ela comentou justamente que o indivíduo assiste a séries, filmes e gosta de músicas, mas não entende como movimentos e escolas artísticas se aplicam a essas obras. “Isso causa angústia, ansiedade, porque você não consegue ter uma base de apoio”.

Você concorda?

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