O mico da pizza: uma repórter na Europa

Uma repórter apaixonada por pizza descobriu qual é o sabor e o tamanho do seu prato preferido em Paris e em Roma. Ria dessa história

stockcreations/Shutterstock

Viajei para fora do Brasil no final do ano. A primeira noite foi em Paris e o caminho, no jantar, era óbvio: eu deveria buscar uma pizza. Tinha ouvido falar que lá é servida a melhor pizza do mundo? Não. Pizza é um prato tradicionalmente francês? Não. Na verdade, pizza é meu prato preferido. Em qualquer lugar do mundo eu comerei pizza, mesmo que seja só para saber qual é o sabor.
A saga começou no Rio de Janeiro, em 2015. Não achei a pizza de lá tão ruim quanto dizem por aí. Depois, passei um ano na alegria da Bela Vista, bairro de São Paulo onde moro. Lá há pizzas incríveis – e eu aos sábados, religiosamente.

Pois bem. No fim de 2015, cheguei à pizza parisiense. Combinei, então, o meu inglês mais ou menos com o inglês quase ruim do francês que me atendeu. Eu não consegui fazê-lo entender que duas pessoas comeriam a pizza e, no fim, ele trouxe a pizza individual – em um tamanho que equivale a nossa “brotinho”, por aqui – com dois talheres e… um pires.

Você deve estar pensando “mas, por que um pires?”. Respondo: eu pedi mais um prato. E foi isso o que ele entendeu. A questão, lógico, é cultural. Pelo que entendi, existem pizzas individuais por lá – e não em quatro ou oito pedaços.

De qualquer forma – pequena, grande, dividida, etc –, a pizza era incrível. Porém, a concorrência venceu. Saí de Paris para conhecer Roma. Obviamente, já fui preparada para essa experiência.

Na Itália, foi muito mais fácil fazer o pedido. O garçom entendeu que queríamos duas pizzas – eu pedi direito dessa vez – e, feliz demais, comi sozinha uma pizza que poderia ser aproveitada por duas pessoas. O resultado não poderia ser melhor: a pizza de Roma é uma das maiores bênçãos desta vida e concorre apenas com o vinho de lá.

Terminei a viagem um pouco mais sábia – e obviamente um pouco mais pesada. Porém, para quem tem raízes italianas – e provavelmente para quem não tem, também – a pizza romana não tem limites. É um digníssimo patrimônio da sociedade.

Inegavelmente, sou suspeita para falar sobre o tema. Obviamente, não sou especialista. Mas, qualquer história feliz vale quando queremos comemorar o Dia da Pizza – em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Paris ou em Roma. E, nesse caso, convido a todos para transformar as 24 horas de felicidade em um final de semana inteiro.

Boa pizza para nós!

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