Os 12 erros mais cometidos na Governança Corporativa

O conceito traz equilíbrio para a gestão das organizações, ao mesmo tempo, se as práticas não forem bem feitas, podem existir resultados negativos

Fernando zuanon

A Governança Corporativa é um recurso que dá estabilidade para a empresa, ajuda a manter uma cultura forte e pode trazer bons resultados financeiros. Ao mesmo tempo, a falta de estrutura na governança de uma organização pode trazer uma série de prejuízos. Para que a corporação seja bem estruturada, se torne um exemplo e traga resultados, um dos caminhos é conhecer seus valores, cultura e sempre se comunicar com responsabilidade, transparência e eficiência.

Para a coordenadora acadêmica da Saint Paul Escola de Negócios, Anna Maria Guimarães, alguns erros principais causam desgastes na gestão. “Com base em minha experiência em conselhos e participação em congressos, além de experiência em sala de aula, listei erros que são cometidos em todos os tipos de empresas, independente do seu porte. São falhas comuns que envolvem todas as áreas e setores internos”, explica.

Confira os 12 principais erros das organizações, na visão da especialista:

  1. Conflito de agência: Bônus de curto prazo para Diretoria Executiva comprometendo a sustentabilidade corporativa e perenidade da organização;
  2. Comprometimento da Independência do Conselheiro de Administração quando a remuneração recebida e a sua renda não complementam;
  3. A falta de realização da “Sessão Exclusiva” sem a presença do CEO nas reuniões de Conselho;
  4. Falta de preparação previa do conselheiro para as reuniões de Conselho;
  5. CEO fazer parte do Conselho de Administração é conflito de interesse;
  6. Falta de integração entre Conselho Fiscal, Comitê de Gestão de Riscos e Auditoria;
  7. Falta de comunicação entre Conselho Fiscal e Conselho de Administração;
  8. “Matriz de Risco” extensa e complexa que compromete a mitigação dos riscos da organização;
  9. Falta de formação em Governança Corporativa por parte dos Conselheiros de Administração, notadamente nos Fundos de Pensão;
  10. Baixa remuneração do “Conselho Fiscal” que acaba não atraindo as melhores cabeças e a função se esvazia. O Conselho Fiscal se reporta ao acionista, pois é o único órgão do Sistema de Governança Corporativa que pode contestar o Conselho de Administração;
  11. A não convocação por parte do Conselho de Administração dos sócios da Auditoria Externa para prestar contas sobre o “Parecer da Auditoria Externa”, incluindo esclarecimento e discussão das Ressalvas e Notas explicativas, quando pertinente;
  12. Baixo ativismo dos acionistas minoritários e dos Conselheiros de Administração.





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