As músicas que mudaram nossas vidas

Sabe aquela música que marca a vida da gente? Fizemos uma lista aqui na redação. Você também tem uma? Mande para a gente!

Por: - 3 anos atrás

Foto: Carol Verre

Não, esta não é uma lista pretensiosa com as melhores músicas do mundo. Nem mesmo com as melhores músicas de todos os tempos. Nós não somos técnicos ou músicos (bem, alguns de nós são, mas não vem ao caso). Alguns de nós, nem mesmo são roqueiros.

Resolvemos apenas comemorar o Dia Mundial de Rock (13 de julho) em grande estilo (e batendo cabeça). Cada um de nós apontou um rock que marcou a nossa vida e tentou explicar por que.

Apesar de parecer fácil, tente fazer o exercício: aponte uma única música que marcou a sua vida. Para esta humilde jornalista (libriana que sou), escolher uma só dentre todas as músicas que fizeram parte dos mais de trinta anos vividos, foi algo quase impossível. Mas saiu. Os estilos são os mais variados e as histórias também. Confira os vídeos.

Jhonny Escame, Web Designer. Stairway to Heaven, Led Zeppelin

“Este foi o primeiro disco que ganhei do meu pai, e foi a música que entrei no meu casamento”.

Melissa Lulio, repórter. High Hopes – Pink Floyd

“Eu sempre amei Pink Floyd. Uma das primeiras lembranças que tenho está ligada a Another Brick in the Wall, mas não foi essa a música que mudou minha vida. High Hopes, porém, é uma canção que me faz sentir em paz. Costumo dizer que, mesmo se tudo der errado, ficarei aliviada porque ainda posso ouvir Pink Floyd – principalmente High Hopes. Não por acaso, a tradução do título da música é “Grandes Esperanças”. Ironicamente – e não faço ideia do motivo pelo qual isso acontece – a música me faz pensar em amplos campos verdes, com uma casa amarela ao fundo. Imaginação ou misticismo, tudo pode ser usado para interpretar isso. O auge desse amor aconteceu quando ouvi David Gilmour tocar a música ao vivo, no dia 12/12, em São Paulo. ‘The endless river, forever and ever…’”

Roberto Meir, Publisher das revistas Consumidor Moderno e NOVAREJO e CEO do Grupo Padrão, Another Brick in the Wall, Pink Floyd

“Another Brick in the Wall é uma música que representa uma ode a uma cultura mais libertária, no sentido de não limitar a criatividade das crianças, das pessoas, dos jovens. É um hino claro, algo como uma música premonitória do que veio com o mundo livre da internet. É uma música que foi feita há décadas, quando havia um mundo reprezado e que, com uma briga ideológica, podia encarar uma bomba atômica. Os caras lançaram justamente esse ponto, de que ninguém quer ser apenas um tijolo na parede. Isso ganhou ainda mais força depois que o próprio Muro de Berlim caiu. É uma ode à liberdade, à criatividade, à mente aberta, à diversidade, à liberdade de culto. É uma música que representa um chamamento para as pessoas pararem de fazer sempre a mesma coisa, saírem da rotina e ousar. Essa deveria ser uma música de cabeceira de cada cidadão que quer criar e não ser simplesmente mais um tijolo ou mais um grão de areia no universo. Para quem quer deixar um legado, uma marca, esta música precisa fazer parte do acervo.”

Camila Mendonça, editora assistente da NOVAREJO. Another Brick In The Wall, Pink Floyd

“Quando ouvi pela primeira vez, eu estava na escola, acho que na 8ª série. Literalmente ouvi na escola, durante uma aula de História. Na ocasião, o professor estava passando um vídeo sobre educação, acho que um documentário. E em seguida ele passou o vídeo-clipe… Fui iniciada em Pink Floyd em uma aula de História…Quando começaram as primeiras batidas, a sala, que estava dispersa, parou.  Todo mundo pirou! Imagine, no fim, queríamos quebrar as cadeiras. Claro, não fizemos isso, mas entendemos o recado… Escrevi isso ouvindo a música <3”

Flavio Pavan, designer (diferentão que mandou duas músicas)

“Dentre tantas músicas, gosto de Smells Like Teen Spirit (Nirvana). Foi uma música/banda que marcou minha história, anos 90 eu com meus vinte e poucos anos, vidrado na MTV, que era uma coisa revolucionária na época, a internet começando a surgir, enfim foi uma fase muito boa da minha vida e se pudesse voltar no tempo gostaria de voltar para essa época. Fui a um show, o Hollywood Rock 1993, que foi um grande fiasco do nirvana, o L7 que abriu o show estava bem melhor”.

“Outra banda que sempre gostei é o Metallica. O clip de ‘One’ foi um marco. Um fato que ficou marcado foi que teve um show do Metallica em 2010, no Morumbi, e eu queria muito ir, mas estava sem grana. Como obra do destino ganhei um par de ingressos de uma garota que trabalhava comigo, pois ela tinha outro compromisso de última hora. Foi sensacional, o show abertura foi do Sepultura, e também vai ficar marcado na minha memória”.

Ivan Ventura, Repórter, I will wait, Mumford & Son

“Digo que foi Mumford & Son e a música I will wait, um rock meio pop, meio folk. O motivo? Foi a música que criou a conexão entre eu e a Pri”. (O Ivan e a Pri vão casar logo, logo! S2)

Fernando C. Zuanon, Núcleo de Estratégia Digital. Toxicity, System Of a Down

“Toxicity, do System Of a Down, não é minha musica favorita, mas é primeira musica que ouvi da minha banda de rock favorita”.

Marcelo Brandão, editor-assitente de plataformas de conteúdo do Grupo Padrão. Rock and Roll, do Led Zeppelin

“Foi o primeiro disco que ouvi do Led. Esse álbum fez história! Uma imagem icônica na capa, sem título ou nome da banda. Nenhum aviso ao estardalhaço sonoro que suas canções fariam na cabeça de um garoto fissurado por rock, como eu. Quando ouvi a faixa “Rock and Roll” foi um pertardo! Ainda posso ouvir minha mãe gritando: “Dá pra abaixar isso aí, ou mudar de música?!!!” – enquanto eu alucinava dentro do meu quarto ouvindo repetidamente essa faixa do disco. Tá na dúvida? Ouve ai”

Rafael Hernandez, social media sênior, Pais e Filhos, do Legião Urbana.

“Comecei a gostar das músicas do Legião sob a influência de meu amigo André, que gostava muito da banda”.

Raisa Covre, repórter. Logical Progression, Uriah Heep

“Eu ouvi Logical Progression pela primeira vez quando eu tinha 12 ou 13 anos, era o bônus track de um DVD que minha mãe e eu amávamos e escutávamos sempre (Acoustically Driven Uriah Heep). Eu lembro que decorei a letra inteirinha porque fiquei apaixonada por cada estrofe, me trazia uma sensação que eu não sabia explicar muito bem. ‘Quando você pensa que perdeu tudo o tempo todo, está tudo em sua mente. Olhe para o espelho, o que você vê?’. Analisando hoje, acredito que aquela foi a primeira em vez que eu tive a percepção que o Luli Radfahrer descreve, de tentar pensar fora da caixa e descobrir que a caixa na verdade não existe”.

Felipe Silva, O Estagiário! (criação), Sol de Paz da banda Strike

“A música que eu mais me identifico é a Sol de Paz da banda Strike. É uma banda brasileira de rock undergroud e curto várias músicas deles. Essa música em especial relata bastante sobre a minha vida, os momentos que passei, e a frase dela que mais gosto é ‘Que prevaleça a fé até na dor’. Foi o que tive que fazer quando perdi meu pai, que foi o momento mais difícil que tive que enfrentar, e levo essa música como estilo de vida”.

Cintia Schlaen, Núcleo de Estratégia Digital, We are the champions, Queen

“Fred Mercury inovou ao cantar no Rock In Rio com uma legging, um peito peludo de fora e um super bigode para não sei quantas mil pessoas uma música que perpetua até hoje, pois se trata quase de um hino: Somos os campeões. Qualquer momento pode ser evocado. Cada palavra desta música, revela uma força buscada dentro de nós. Após 30 anos, me propus, já com meus 38, ir pela primeira vez no Rock In Rio ouvir a banda Queen, mas já não mais com o nosso eterno Fred Mercury, e sim com Adam Lambert, criticado por muitos por simplesmente não ser o original. Mas cantando com brilho, maestria e talento o mesmo hino. E este foi cantado com muita força pelas centenas de pessoas presentes.

Gisele Donato, Editora-chefe, The Long and Winding Road, The Beatles

“Tem uma música que me emociona muito desde que me conheço por gente e a cada vez que ouço… E tive o prazer de ouvir duas vezes ao vivo, na voz do mito Paul McCartney – em 1993, no Pacaembu e, em 2015, no Allianz Park – o clássico dos Beatles The Long and Winding Road”. Essa canção me lembra dias felizes da infância, lembro de minha mãe, de meu pai, de meus irmãos, inclusive, de um deles que era guitarrista e tinha uma banda que me fazia viajar desde muito pequenininha e me ensinou a amar incondicionalmente o rock e suas inúmeras vertentes. E amo Rolling Stones e sempre que ouço Start me Up sinto uma sensação de liberdade, vento no rosto e um mundo a conquistar… Assim é o rock na minha vida… It’s only rock’n’roll, but I like it… E como gosto… Hahaha…”

E eu… Laura Navajas, editora-assistente da Consumidor Moderno (eu detestei ter que escolher uma só…). Changes, Black Sabbah

“Sou da geração que cresceu nos anos 1990 com o Nirvana. Pensei super em escolher uma das músicas do Nevermind, que não saia do meu stéreo (sim, eu tinha um stéreo). Mas acabei indo de Black Sabbah, que não era a minha banda favorita e, mesmo assim, comprei um CD caríssimo para ouvir Changes repetidamente. Ainda hoje a música me causa arrepios, apesar de não ouvir mais com a mesma frequência de 15 vezes ao dia. E essa versão gravada está absurdamente incrível!”

Fernanda Pelinzon, designer de conteúdo, God Gave Rock And Roll To You, Kiss

“Se você tocar a campainha da minha casa já vai saber que a casa é de roqueiros, toca ‘Rock’n Roll All Night’, do Kiss. Ao entrar, vai se deparar com inúmeras fotos do meu marido com os integrantes da banda, que ele teve a sorte de conhecer, além de inúmeras coleções de bonequinhos nas prateleiras! A escolha é difícil, mas se eu fosse eleger uma para o dia do Rock seria essa, porque ela diz “Deus deu rock and roll para você, pôs na alma de todo mundo”! Além de ser uma super homenagem ao baterista Erick Carr, que estava com câncer e morreu alguns dias depois de ter feito esse clipe com uma peruca.

 

(aqui embaixo estão alguns dos bonequinhos do Kiss que existem na casa da Fê!)

Foto: Fernanda Pelinzon

Foto: Fernanda Pelinzon

Jacques Meir, diretor de conhecimento e plataformas de conteúdo (também foi diferentão e mandou duas)

“Dezenas de músicas foram marcantes para mim, mas duas em especial: Born to be Wild – foi acachapante ver a energia dessa música vendo Easy Rider – o filme, com Peter Fonda e Dennis Hopper – pela primeira vez”.

“With a little help from my friends – tinha 13 anos e ouvi o Sgt. Peppers original pela primeira vez em Tel Aviv… Não sosseguei enquanto não comprei um vinil (o velho bolachão) também original em Londres – duas semanas depois. Ouvir a música e o álbum como um todo me fez querer ser músico. E assim foi. Comecei a tocar guitarra, tive uma banda, tirei carteira da Ordem dos Músicos e… virei publicitário”.

(escrito por mim, com a ajuda de todo mundo que tá aí na foto, que também teve a presença do Mick Jagger e do Capitão América – que não tem muito a ver com o assunto, mas o chefe quis, então a gente deixou)

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