Magazine Luiza dobra o lucro no 2º tri

Varejista de produtos eletroeletrônicos registra alta de 101,4% no lucro líquido ajustado, para quase R$ 14 milhões. Veja as projeções para o 2º semestre

O lucro líquido ajustado da Magazine Luiza dobrou no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo divulgou a varejista, passando de R$ 6,9 milhões para R$ 13,9 milhões. O crescimento foi de 101,4%. O resultado veio mesmo com a abertura de apenas uma loja no período – ou seja, a companhia tem apostado na eficiência das operações do portfólio.

A empresa encerrou o trimestre com 787 lojas, sendo 672 convencionais, 114 virtuais e o site. Nos últimos 12 meses a companhia abriu 25 novas lojas. Da base total, 23% das lojas estão em processo de maturação.

Além de aumentar o lucro, a empresa também reduziu a dívida líquida ajustada (líquida de cartão de crédito não descontado), de R$ 1,2 bilhões em jun de 2015 para R$ 854,3 milhões em junho de 2016. A empresa conseguiu gerar um caixa operacional de R$ 98,7 milhões, maior em relação aos R$ 3,4 milhões gerados no mesmo período do ano passado.

“Se o bolo da economia está diminuindo, a única maneira de ter sucesso nesse cenário é pegar uma fatia maior do mesmo: ganhar marketshare. Nosso desafio era fazer isso sem prejuízo de nossa margem bruta de mercadorias. Após um trabalho minucioso de levantamento de oportunidades de ganho de share, feito com apoio da consultoria McKinsey, montamos um plano de captura dessas oportunidades, que está sendo implementado com sucesso pelo nosso time comercial. Após identificarmos oportunidades de ganhos de mercado categoria por categoria, loja a loja, lançamos um programa de ativação desses mercados através de esforços granulares de marketing e de pricing”, disse a empresa, em nota.

No período, novamente, o e-commerce da marca foi o grande destaque. “Somos a única operação verdadeiramente multicanal do mercado. Todos os canais de vendas digitais compartilham a mesma plataforma operacional de retaguarda das lojas físicas: tecnologia, logística e financeira. Com isso temos muitas sinergias, uma grande vantagem de custos e conseguimos ter competitividade de preços e nível de serviço superior à média de mercado. Esse diferencial foi acentuado com a crise e observou-se uma certa redução na irracionalidade do mercado, que passou a praticar preços mais sustentáveis a longo prazo”, comentou a empresa. No primeiro semestre, as vendas do comércio eletrônico da marca cresceram 30%, enquanto o mercado cresceu 5% no mesmo período.

Uma das novidades da empresa no segundo trimestre foi o início da operação do markeplace da empresa, que já está no ar com mais de 30 lojas funcionando como pontos de retiradas de mercadoria (retira loja). “Esta operação proporciona redução nas despesas de frete e aumento de conversão. Continuaremos com uma busca obsessiva em melhorar a experiência de compra, reduzir prazos e custos de frete, além de ampliar nosso sortimento”.

Um dos desafios da empresa foi o controle de despesas, tendo em vista o tamanho da inflação. Ainda assim, a empresa conseguiu uma redução de 2% nas despesas no trimestre.

Para o segundo semestre, a empresa acredita em uma leve recuperação dos índices de confiança e da economia, e com isso em uma retomada do consumo. “Vamos manter, porém, nosso foco nos projetos e na implementação de nossa estratégia de nos transformarmos em uma empresa digital com pontos físicos e calor humano”, afirma a empresa.

Até o final deste ano, a empresa projeta que 100% dos vendedores estarão operando nossa ferramenta de vendas pelo celular (Mobile Vendas) e 50% das lojas terão a operação de retirada de mercadorias compradas no site. “Esses projetos, além de melhorarem significativamente a experiência de compra de nossos clientes, através da redução do tempo de atendimento, do aumento do sortimento disponível e da redução do tempo de entrega, respectivamente, tendem a melhorar também o modelo econômico da nossa operação, reduzindo despesas operacionais e melhorando o capital de giro”.






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