Movimento do comércio cai para o pior nível em 15 anos

Indicador da Serasa Experian registrou seu pior resultado para o mês de julho desde sua criação, em 2000

O período de férias escolares de 2016 não foi bom para os negócios. O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio aponta que julho entra para a história com a pior retração de toda a série na comparação interanual com julho de 2015 – uma queda de 1,2%. No acumulado do ano de janeiro a julho também houve uma retração histórica de 8,2% no movimento das lojas frente ao mesmo período do ano passado.

Para os especialistas da entidade, fatores como o baixo nível de confiança do consumidor, a alta taxa de desemprego, a falta de crédito e o aumento da inflação formam uma combinação crítica às vendas do comércio, o que tem mantido a atividade varejista estagnada.

O setor de veículos, motos e peças sentiu o maior impacto, seja nas comparações interanuais, na acumulada (janeiro a julho 2016/2015 ou na mensal (julho16/julho15). A segunda maior queda ocorreu nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios; seguida pelas vendas de móveis, eletrodomésticos e informática.

Com relação a junho deste ano, o comércio de tecidos, vestuário e calçados registrou a maior retração na série ajustada sazonalmente, uma baixa de 1,3%. E, seguida, a retração nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas fica em destaque com 0,5%. Em contrapartida, combustíveis e lubrificantes e materiais de construção registraram aumento de vendas em relação ao mês anterior.




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