8 passos para evitar o superendividamento

Fuja da bola de neve; a Serasa Experian explica o superendividamento, suas causas e consequências

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Uma coisa é uma pessoa com dívidas, adquiridas por meio de compras de bens e serviços feitas com parcelamento, mesmo sem o pagamento regular. Outra coisa é o chamado superendividamento, que se caracteriza pela impossibilidade do consumidor pagar suas pendências atuais e futuras.

As razões que levam ao superendividamento são, geralmente, a falta de planejamento financeiro pessoal, situações inesperadas que exijam dinheiro, a falta de orientação financeira, o fato de “emprestar” o nome e até a compulsão por compras. “Somam-se a esta lista, apelos do mercado (campanhas publicitárias que incentivam o consumo desenfreado) e a oferta de crédito fácil”, explica Vera Lúcia Remedi Pereira, advogada e especialista em superendividamento.

Evitar essa situação é prevenir-se de algumas consequências graves para a vida pessoal, familiar e até para a saúde física e mental, porque pode gerar problemas emocionais e sofrimento psicológico.

Entenda as situações que levam ao superendividamento, listadas pela Serasa Experian, e algumas maneiras de evitá-lo.

1 – Falta de planejamento pessoal

A compra de bens ou serviços, principalmente de valor mais elevado, precisa de um planejamento anterior, com análise das despesas fixas e variáveis e a conclusão de que é possível efetivar a compra.

2 – Situações inesperadas

O ideal é manter sempre uma reserva financeira para essas emergências, já que não tem como se prevenir contra isso.

3 – Falta de informações e de orientação financeira

É importante aprender a lidar com o dinheiro. As pessoas com mais conhecimento tendem a se envolver em menos situações de risco financeiro. Portanto, diante de qualquer impasse econômico, procure orientação. Mesmo para situações simples, como organizar uma planilha de orçamento doméstico.

4 – Emprestar o nome ou ser fiador

A prática de “emprestar o nome” é uma das grandes causas do superendividamento. E, neste caso, ainda pior, uma vez que a pessoa nem foi beneficiada com a aquisição do bem/serviço. O pensamento é simples: quem pede o nome emprestado é porque já sujou o próprio nome. Portanto, a chance de não conseguir honrar mais essa dívida é grande. Ser fiador também exige cuidado. Da mesma forma, é seu nome que estará em risco caso o financiado não arque com a despesa. Procure conhecer bem as regras, seus direitos e deveres antes de assinar um contrato como fiador.

5 – Liberação de crédito com limite elevado para consumidor de renda baixa

As empresas também contribuem para o superendividamento de seus clientes quando liberam um limite alto de crédito ou no cheque especial para pessoas que não têm renda compatível. Cabe ao consumidor exercer o autocontrole e não se empolgar com este tipo de oferta.

 6 – Consolidação de dívidas com juros elevados

Antes de assumir um financiamento, o consumidor deve entender os juros que estarão embutidos nas prestações. Ver se vale a pena. Analisar se não existe outra maneira de comprar aquele produto, como, por exemplo, juntando o dinheiro e pagando à vista.

7 – Compulsão por compras

Os compulsivos são grandes candidatos ao superendividamento. Entender que existe um problema de ordem psicológica e que merece tratamento é o primeiro passo para prevenir ou solucionar esta questão.

8 – Apelos do mercado (publicidade/marketing) 

Mesmo quem não tem compulsão por compras pode se deixar envolver por campanhas publicitárias que incentivam o consumo. Por isso, tome cuidado e lembre-se que toda despesa deve ser feita com planejamento e a pergunta que prevalece é: eu preciso mesmo disso?

 

 

 






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