Sua empresa conhece o Pentágono da Fraude?

Fechar os olhos para possíveis atos ilícitos que acontecem na organização, e até na gestão, pode corroer o lucro dos varejistas. Entenda

Em tempos de Operação Lava Jato, também é válido que as organizações parem para analisar seus próprios processos para entender se existem brechas de segurança – ou de gestão – que possibilitem ocorrências fraudulentas. O ato fraudulento é um esquema ilícito que, geralmente, ocasiona ganhos pessoais ou empresariais.

Corporativamente falando, existem três tipos de fraude, como define a Association of Certified Fraud Examiners (ACFE): demonstrações fraudulentas, apropriação indevida e corrupção, cada uma com seus subitens. A S2 Consultoria realizou uma pesquisa para definir as causas desse tipo de ocorrência nas corporações e definiu o Pentágono da Fraude (baseado nas noções de Triângulo da Fraude, de Donald Cressey (1953), e de Diamante da Fraude, de T. Wolfe e Dana R. Hermanson (2004)). Confira abaixo:

S2 Consultoria

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O quadro
Como demonstra a Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos da PwC, em 2016, 36% das organizações globais foram vítimas de crimes econômicos. No Brasil, foram 12%, uma das menores taxas entre os 115 países do estudo, após uma queda acentuada.

Os três tipos mais comuns de crimes econômicos ocorridos em 2016, no Brasil, foram roubo de ativos (65%), fraude em compras (58%) e suborno e corrupção (23%). As duas primeiras práticas afetam diretamente os varejistas, principalmente pensando em estoque e aquisição de produtos. Não à toa, o setor de varejo e consumo é o terceiro no ranking de maior risco mundial, atrás apenas de serviços financeiros e empresas estatais. “Essa é uma atividade com muito capital empregado em estoque, mercadorias, matéria prima. Muitas vezes são bens de consumo que podem ter uma atração por parte dos funcionários, por exemplo”, explica Para Leonardo Lopes, sócio da PwC Brasil.

Nos últimos 24 meses, 54% das empresas brasileiras que participaram do estudo da consultoria tiveram prejuízos financeiros ligados a fraudes de US$ 100 mil e US$ 100 milhões. Ainda que não exista um dado especificamente para o varejo, imaginar algo assim é assustador para o setor, reduziria a margem de lucro a números inadmissíveis.

*Este conteúdo é um desdobramento da matéria publicada no Anuário NOVAREJO 2016/2017. Para ler, clique aqui.






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