Alimentos transgênicos fazem bem para a saúde?

Pesquisa do Ibope Conecta revela o que o consumidor brasileiro pensa sobre os alimentos transgênicos

Budimir Jevtic/ Shutterstock

Você já consumiu algum alimento transgênico? Os organismos geneticamente modificados (OGM), segundo definição do Ministério da Agricultura, são todo e qualquer organismo que teve seu material genético (DNA) modificado por meio de técnicas aplicadas pela engenharia genética, em laboratórios.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope Conecta revela que a maioria dos brasileiros (73%) afirma já ter consumido alimentos transgênicos e, entre os 27% que não sabem ou afirmam que não ingeriram, 59% se mostram abertos a experimentar. Por outro lado, a pesquisa mostra que 33% dos consumidores acreditam que os alimentos transgênicos fazem mal à saúde e 29% acham que causa reação alérgica.

A pesquisa foi encomendada pelo Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e, segundo a diretora-executiva do conselho, Adriana Brondani, sugere que, para aumentar o entendimento sobre a transgenia e seus benefícios, é preciso aprofundar a noção de que a ciência é a base de toda inovação.  Além disso, Adriana acredita que a insegurança por parte de alguns consumidores se deve à falta de informação.

No entanto, o Greenpeace, organização global e independente que atua para defender o meio ambiente, levanta a bandeira de que transgênico é ruim para o produtor e para o consumidor. O principal argumento é que a introdução de transgênicos na natureza expõe nossa biodiversidade a sérios riscos, como a perda ou alteração do patrimônio genético de nossas plantas e sementes e o aumento dramático no uso de agrotóxicos. Além disso, ela torna a agricultura e os agricultores reféns de poucas empresas que detêm a tecnologia, e põe em risco a saúde de agricultores e consumidores. O Greenpeace defende um modelo de agricultura baseado na biodiversidade agrícola e que não se utilize de produtos tóxicos, por entender que só assim teremos agricultura para sempre.

De acordo com o Greenpeace, não existe consenso na comunidade científica sobre a segurança desses alimentos para saúde humana e o meio ambiente.

Uma outra pesquisa, publicada recentemente pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA concluiu, após analisar mais de mil estudos, que os organismos geneticamente modificados, existentes desde a década de 1970, não só não trazem riscos à saúde como, se usados corretamente, propiciam benefícios para agricultores e ambiente.

Fato é: precisamos ter conhecimento sobre o que ingerimos. O direito à informação é uma das campanhas do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O instituto é a favor da rotulagem correta dos alimentos produzidos com mais de 1% de ingredientes transgênicos. Isso está em risco, pois foi aprovado, na Câmara dos Deputados, um Projeto de Lei que extingue os símbolos que identificam os alimentos transgênicos dos rótulos dos produtos. A PL segue para votação no Senado.

Para o consumidor que deseja se manifestar a favor da rotulagem dos alimentos transgênicos o Idec disponibiliza um canal para envio de mensagem direcionada aos Senadores da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Clique aqui e se informe.






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