Negócio sem “blá-blá-blá”

Alinhado a economia colaborativa, BlaBlaCar veio ao Brasil para aproveitar o potencial de gerar negócios em um país que não tem medo de pegar carona

cred: Shutterstock

A boa e velha carona se profissionalizou. Lançada em 2015 no Brasil, a BlaBlaCar desembarcou no País para aproveitar um potencial que o brasileiro tem de sobra, o calor humano. É que o negócio é baseado na economia compartilhada. O aplicativo conecta as pessoas que querem carona àquelas que podem oferecer a carona.

Fundado em 2006, a Blablacar tem mais de 30 milhões de membros ao redor do mundo e 25 milhões de downloads. A plataforma ganhou tanta relevância que a quantidade de caronas possibilitadas pela plataforma deve ser maior que o número de viagens feitas pela Delta Airlines, a maior companhia aérea dos Estados Unidos, segundo Ricardo Leite, country manager da empresa no Brasil. Ele falou durante o Conarec 2016 – Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente.

No Brasil, a empresa já criou 25 mil rotas. “Pra isso, não dependemos de infraestrutura pública e ainda geramos mais economia para as pessoas, reduzimos congestionamentos e emissão de gases poluentes”, diz Leite. “É uma economia real”. No Brasil, a empresa ainda não cobra nenhuma taxa, mas isso está para mudar. A ideia e que exista uma cobrança de uma taxa de cerca de 15% para o condutor. “No Brasil, não estamos ganhando dinheiro, apenas investindo”, afirma.

Um dos valores da companhia é tratar o condutor, que é considerado membro da comunidade, como chefe. Tanto é assim que dos cerca de 550 funcionários que a empresa tem pelo mundo, 120 são focados apenas para realizar atendimentos aos membros.




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS