B.Blend: bebidas em cápsula podem ser o futuro?

Máquina B.Blend possibilita diversificação das bebidas que podem ser consumidas individualmente. Empresa lançará novas marcas e sabores em breve, confira

A B.Blend é um exemplo real de empresa inovadora, desde o seu surgimento, que aconteceu em um workshop de inovação da Whirlpool e, hoje, é resultado de uma colaboração entre esta empresa e a Ambev. “Não só os consumidores mudam a empresa no dia a dia, como ajudaram a construí-la e desenvolvê-la”, conta Rodrigo Bürgers, diretor de marketing e vendas da B.Blend.

Ele esteve no Conarec para apresentar o case da companhia, na palestra “Uma abordagem prática de inovação aberta para B.Blend: a primeira plataforma de bebidas em capsulas all.in.one do mundo”. “Há duas linhas de inovação. Algumas empresas surgem porque identificaram uma necessidade do mercado. Por outro, para as grandes empresas terem inovação, é preciso desenvolver liderança, criar cultura, definir métricas. A Whirlpool fez isso em meados de 2000”, conta.

Em 7 anos, a empresa já tinha um time olhando para o consumidor pensando em como inovar. Assim, surgiu a ideia de criar a B.Blend. A partir de uma observação do comportamento das famílias brasileiras, a Whirlpool detecto que, em primeiro lugar, o formato tradicional de família, casal com filhos, hoje está mudado e existem diversos tipos de núcleo familiar.

“Não era só o formato alterado, mas a rotina familiar também. A tecnologia contribuiu para isso, antes as pessoas abriam mão das suas vontades pela convivência. Hoje é diferente, todos temos nossa individualidade, a tecnologia permite que as pessoas ajam de acordo com suas vontades, mesmo em grupo”, explica Bürgers.

Assim, como a vontade do indivíduo vem ganhando relevância, a B.Blend enxergou uma oportunidade. Mesmo em grupo, as pessoas não precisam tomar a mesma bebida. A empresa surgiu com mais de 25 bebidas em 10 categorias, com água com gás, água gelada, água quente e ainda funciona como um purificador.

Hoje, é uma joint venture entre Whirpool e Ambev. A primeira, dá a tecnologia. A segunda, aporta know how de bebidas e traz marcas fortes, e a B.Blend cria experiência diferentes. A máquina foi pensada para conter tecnologia  o suficiente para ofertar tudo isso e ainda garantir uma interface amigável e intuitiva. Assim, ela reconhece a cápsula colocada e já determina se precisa gelar ou esquentar a água ou ainda carbonatar.

A ideia é, no futuro, chegar a 100, 200 sabores, trazer outras marcas reconhecidas para a plataforma. Por isso, reúne um conselho de consumidores mensalmente, em fóruns para determinar novos produtos. Desses fóruns, já nasceram novas marcas, a Puro Gosto, de sucos 100% naturais, que já traz os sabores de maçã e mix de frutas, e chegará a uva e laranja, em breve. E a Levez, marca de néctares de frutas.

Por fim, Rodrigo Bürgers apresentou 4 pontos aprendidos pela empresa em sua jornada de coparticipação com o consumidor. Confira:

1)    Processo é mais rico, traz de fato novas perspectivas. Desenvolver bebidas é o core business, mas em um workshop de dois dias com consumidores saíram 40 ideias.

2)    Mais velocidade, menos custo. Um case de planejamento que envolve consumidores já identifica as oportunidades de melhorias, é mais ágil nos ajustes, com menor custo e mais velocidade.

3)    Engajamento dos consumidores e dos colaboradores. Quando cocriamos produtos, acabamos tendo uma comunidade que se engajou nesse movimento. O consumidor se vê como parte e isso vira marketing gratuito. O mesmo ocorre com os colaboradores.

4)    Consumidor como foco. A criação de produtos que, de fato, estão centrados no consumidor, não só criados para ele, mas por eles.

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