Encerramento do Conarec 2016: nas redes sociais, o cliente é rei

O painel de encerramento do Conarec 2016 apresentou a opinião de variadas empresas sobre o uso das redes sociais e o empoderamento do consumidor

É sempre marcante presenciar o encerramento de um grande evento. Depois de dois dias de debates e palestras de grandes executivos e mentes brasileiras e internacionais, o Conarec promoveu o painel A empresa positiva: negócios que provocam uma mudança na maneira como a sociedade consome e geral uma mudança significativa, mediado por Cristiane Correa, jornalista e escritora.

Não por acaso, a conversa de encerramento chegou a um dos principais temas vividos pelas empresas: a comunicação por meios digitais. O CEO da startup Click Bus, Cesario Martins, aproveita esse contexto justamente para explicar a forma como a empresa desempenha.

“Quando utiliza nossa plataforma, o consumidor consegue comparar preços de passagens de ônibus de viagem”, comenta. Logo, o mundo digital é todo o mundo da Click Bus. Por ser jovem e ainda não tão conhecida, a empresa ainda precisa focar em mostrar que o modelo de negócio tem sentido. “No terceiro ano de atuação começamos a montar uma forma em comunicar melhor para o acionista”, afirma o CEO.

Assim, como comenta Cristiane, muitas vezes a empresa fica exposta mesmo sem querer. Ana Hickmann, modelo e empresária, comenta que, ao estar presente na internet, as empresas e marcas – mesmo quando estas representam uma pessoa, como é o caso de Ana – estão automaticamente expostas. “E não existe unanimidade”, comenta. “Então, haverá manifestações de ódio e amor”.

Além disso, ela comenta que, por mais que haja uma equipe que colabora com a gestão das redes sociais da apresentadora, qualquer erro ou problema será responsabilidade dela. Dentro desse cenário, Carlos Marinelli, presidente do Grupo Fleury, comenta que atua em uma empresa de grande complexidade. “Por isso, é difícil saber o que todos os clientes dizem”, afirma. “Mas, nas redes, ele pode sempre dizer o que sente”. Essa é a vantagem da digitalização.

Armando Luiz Rovai, secretário Nacional do Consumidor, aponta que existe uma mudança radical na forma como os negócios são feitos atualmente. “Isso acarreta o empoderamento do consumidor. Com meios rápidos, como as redes, ele adquire conhecimento e acesso e isso gera responsabilidades”, comenta.

Ainda falando em redes, Gilles Coccoli, CEO da Edenred Brasil, comenta que o relacionamento que a empresa tem com os variados clientes é sempre próximo e dinâmico. “Quando há problemas, interagimos e chegamos a pedir desculpas”, conta.

Poder de escolha

Como afirma Ana, o público está focado em saber a verdade. “Quando busca um produto com meu nome, a consumidora não busca apenas mais um item, mas algo com qual se identifique”, comenta. Evidentemente, Ana é alguém que tem legitimidade para falar sobre esse tema – afinal, inspira pessoas.

Questionada sobre o recente episódio em que foi vítima de assédio e tentativa de homicídio (por um fã), Ana comenta justamente que o episódio negativo não a define. Ao contrário disso, mantém o foco naquilo que quer transmitir de positivo inclusive para os clientes.

Tudo nosso

Da mesma forma como Ana sempre teve fama e sempre compartilhou a vida com seus fãs, Coccoli comenta nesse encerramento que o compartilhamento é um fato presente na vida dos clientes. Rovai, por sua vez, aponta que o tempo do indivíduo tem ficado cada vez mais escasso. Por isso, elas precisam estar tão presentes quanto os consumidores – sempre online e disponíveis.






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