BR Pharma vende Drogaria Rosário por mais de R$ 173 milhões

Quase um ano após vender a Mais Econômica, companhia segue enxugando a operação e vende a Drogaria Rosário para a Profarma

A BR Pharma, companhia que detém as redes de drogarias Big Ben, Farmais, Farmácias Guararapes, Farmácia Sant’ana e Drogaria Rosário, aprovou no último dia 25 a venda da Drogaria Rosário, rede fundada em Brasília e com mais de 150 lojas nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e no Distrito Federal.

O contrato de venda foi aprovado sem restrições para a Profarma, empresa distribuidora de medicamentos. O valor da transação, segundo anunciou a BR Pharma, será determinado após a verificação das posições de caixa, endividamento e capital de giro da Rede Rosário, partindo de um valor de mais de R$ 173,5 milhões.

“Essa iniciativa visa a assegurar uma importante participação em uma região fortemente dominada por grandes redes nacionais e, desta forma, viabilizar condições comerciais ainda melhores para nossos clientes do atacado”, disse em comunicado o CEO da Profarma, Sammy Birmarcker.

“Esperamos também que a atuação da companhia no varejo continue a contribuir para o desenvolvimento de soluções e serviços ainda melhores para clientes da Distribuição como, por exemplo: a nova ferramenta de pedido via web, a evolução constante do nível de serviço, o novo modelo de precificação e a expansão de mix”, disse o executivo.

A iniciativa da Profarma de atuar com pontos de venda diretos não é de hoje. Há menos de um ano, a companhia adquiriu a Drogarias Tamoio, do Rio de Janeiro, por R$ 130 milhões. A companhia, que já detinha 50% da rede, assumiu o controle total da empresa.

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Além da rede Tamoio, a Profarma já controla as redes Drogasmil e Farmalife, com atuação predominante na cidade do Rio de Janeiro e Grande Rio. Com a Rosário, agora a empresa entra no mercado do Centro-Oeste.

Já a BR Pharma segue na tentativa de ver números positivos. Há menos de um ano, a empresa abriu mão da rede Mais Econômica, bandeira com 165 lojas, por R$ 44 milhões. À época, a BR Pharma afirmou que a bandeira ““onerava os resultados” da empresa e consumia o caixa. “A venda desse ativo, além de alavancar a rentabilidade da companhia, simplificará a estrutura e permitirá um foco maior da administração na recuperação das outras bandeiras”, disse à época.

A estratégia de enxugar a operação é uma tentativa de reverter os números da empresa, que seguem negativos. No segundo trimestre, a BR Pharma registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 87,548 milhões. No período, as vendas totais da empresa, considerando as mesmas lojas – aquelas abertas há mais de um ano – fecharam com recuo de 22,6%.

Sem a Drogaria Rosário, a companhia hoje tem em torno de 820 lojas, entre próprias e franquias. A operação da venda da Rosário para a Profarma ainda precisa passar pela avaliação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

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