Movimento do comércio acumula queda de 7,7% em setembro

Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio aponta retração na maioria das categorias varejistas. Veja os resultados

A atividade varejista brasileira acumulou queda de 7,7% entre janeiro e setembro frente ao mesmo período do ano passado (já descontados os efeitos sazonais), aponta o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. No comparativo mensal, houve retração de 0,6% enquanto na comparação com o mesmo mês do ano passado (setembro/15), houve retração de 6,3% na movimentação dos consumidores nas lojas.

Na visão dos economistas da Serasa Experian, fatores como crédito caro e escasso aliado à perda da renda ocasionada pela alta do desemprego e pela uma inflação que ainda se situa em patamar elevado têm afugentado os consumidores das lojas, apesar de uma certa recuperação do grau de confiança do público observada ao longo destes últimos meses.

Quadro setorial
Em setembro, metade das categorias pesquisadas registrou recuo na atividade varejista. O segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios sentiu o maior impacto, com retração de 1,9%, seguido pelas quedas de 1,5% em combustíveis e lubrificantes e de 1,2% em veículos, motos e peças.

A categoria material de construção registrou estabilidade no período. Os únicos setores com resultado positivo são supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, com alta de 0,1%, e móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática, com crescimento de 0,2%.

Já no acumulado do ano, a maior retração da atividade varejista foi registrada no segmento de veículos, motos e peças, o qual registrou queda de 14,5% frente ao mesmo período do ano passado. A segunda maior queda foi de 13,5%, observada no movimento dos consumidores nas lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, seguida da queda de 12,6%, nas lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.

Retrações menores ocorreram nas lojas de material de construção (-6,8%) e nos supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-7,3%). Somente o segmento de combustíveis e lubrificantes se mantém no terreno positivo, com alta de 3,5% em relação período acumulado de janeiro a setembro do ano passado.




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