As métricas por trás das fintechs

Executivos e empreendedores debatem no Money 20/20 o que é preciso entender antes de desenhar uma nova solução para os consumidores

Las Vegas (EUA) – Como saber se um novo serviço ou ferramenta financeira de fato melhora a vida das pessoas? O Money 20/20, maior evento de tecnologia e inovação de meios de pagamento e sistema financeiro do mundo, que acontece nesta semana em Las Vegas (EUA), colocou a pergunta no topo da discussão que envolve a criação quase que massiva de fintechs. “A questão é: o que estamos vendendo funciona? Como a gente sabe que essas inovações ajudam as pessoas?”, questionou Jennifer Tescher, presidente e CEO do Center for Financial Services Innovation (Centro para Inovação de Serviços Financeiros).

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As perguntas, afirma Jennifer, são importantes nesse contexto uma vez que se esquece que os componentes básicos de uma vida financeira saudável – gastar, poupar e planejar – não envolvem produtos. “Tudo envolve comportamento, então, os produtos e serviços que estão sendo criados são de fato relevantes?”, questionou.

Para encontrar a resposta, o que as empresas têm feito é manter contato direto e frequente com os consumidores. Uma das iniciativas da NetSpend, é coletar dados incansavelmente. “Sempre nos perguntamos o que eles sentem, como eles usam os serviços e o quão fundo podemos ir”, afirmou Lisa Henken Ramirez, CCO da empresa. A partir de pesquisas e dados a empresa coleta informações sobre o comportamento dos consumidores que se revertem em melhorias ou até mesmo na criação de novos produtos. “Estamos focados no tempo de relacionamento dos nossos consumidores conosco”, afirmou Lisa.

Primeiros passos para a saúde financeira
Para Tilman Ehrbeck, sócio da Omidyar Network, entender os consumidores para além daquilo que consomem é fundamental para a inclusão financeira. “Sabemos das regras básicas, mas existem comportamentos que mudam nosso jeito de pensar e questionar como levar serviços para as pessoas que precisam dessa assistência. É uma combinação de comportamentos e a gente lida com isso mais do que a gente pensa”, afirmou Ehrbeck.

“Todos nós temos sonhos e objetivos. Isso é universal e existe uma evolução aqui: a indústria abre cada vez mais espaço para entender esse microuniverso e esse entendimento traz muitas oportunidades, principalmente para a saúde e inclusão financeiras”, avaliou. “Mais da metade dos americanos não é saudável financeiramente. O que funciona para uma comunidade pode não funcionar para outra, por causa desses microuniversos. Entender isso é fundamental”, afirmou.

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Ao analisar essa lógica por trás de novos produtos e serviços financeiros, a probabilidade de melhorar os índices de inclusão financeira é maior, acredita David Kim, program officer do Financial Services for the Poor (Serviços Financeiros para os Pobres), projeto da Fundação Bill & Melinda Gates. “Acreditamos que mais pessoas saem da pobreza através de produtos financeiros. Olhamos não apenas para a indústria e para a academia, mas também olhamos a comunidade, e vamos além do acesso e do uso”, afirmou. Segundo Kim, no desenho de novos negócios da área, o contato com as pessoas importa. “Produtos e serviços mais eficientes e realmente importantes podem ser criados a partir desses dados. Podemos fazer melhor”, avaliou.

“Somos parte da solução e precisamos ter essa consciência”, afirmou Stephen Kehoe, SVP da divisão Global Financial Inclusion da Visa. “A gente tenta entender como podemos agir no microuniverso e como a gente converte isso em impacto social real, como a gente acelera o acesso ao crédito e o que tudo isso gera no futuro”, avaliou.

 






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