O Brasil pede novos líderes. E você?

No último domingo, o segundo turno das eleições exibiu o sentimento de mudança do brasileiro e o mais importante: a necessidade do surgimento de novos líderes. Quem se habilita?

Por: - 3 anos atrás

Jacques Meir

Berlim/ Alemanha – Enquanto o Brasil preparava-se para concluir as eleições municipais, em 57 cidades onde haveria necessidade de segundo turno, em Berlim, a delegação do Consumidor Moderno Experience Summit debatia e elaborava diversos conceitos sobre liderança – e os seus líderes.

Mais do que nunca, o Brasil precisa de novos líderes. As eleições de certa maneira trouxeram líderes novos, com uma renovação mais profunda de prefeitos eleitos, a começar pelo resultado inusitado na cidade de São Paulo. Um dos recados das urnas apontava um clamor por gestão e responsabilidade dos governantes, após anos de incúria e leniência, corrupção e desvairio. O Brasil está começando a retomar certa racionalidade econômica, o que irá demandar empresas com maior capacidade de competir por si só, dentro de regras elementares, sem tantos recursos às migalhas espalhadas pelo governo de plantão. Esse período agora pede novas lideranças e delas irá cobrar planejamento, talento para engajar e criar times comprometidos, capacidade de execução e criatividade.

O workshop sobre liderança criativa conduzido pela Berlin School of Creative Leadership durante o CM Summit foi excepcional. Permitiu aos participantes avaliarem a si mesmos como pensam e como agem na posição de líderes, se são capazes de inspirar liderança e como aprimorar diversos elementos que constituem um líder efetivo.

A parte final do workshop, onde a performance do líder foi associada e demonstrada a partir de 4 exemplos musicais – Gustavo Dudamel (maestro), Miles Davis (jazzista), Bono Vox (band-leader e frontman do U2) e Beyoncé (Cantora pop) – mostraram a diversidade de talentos, competências e características que uma liderança pode assumir e desempenhar para obter resultados.

 

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O esforço de ser líder

Poucas atividades exigem maior esforço do que liderar equipes e empresas. Lidar com o esforço físico é penoso, mas lidar com o desgaste psicológico e as pressões e cobranças a que um líder se submete é brutal. E entre todas as dificuldades inerentes à liderança, nada é mais esfalfante do que buscar o engajamento dos colaboradores. Durante o workshop, um dos modelos apresentados levava em conta justamente como reconhecer o grau de comprometimento associado à taxa de esforço empreendida para criar ambientes onde os colaboradores realmente dediquem-se a perseguir as metas e a seguir e exercer o papel oferecido pelas lideranças.

Quanto menor o esforço e a energia dispendida no exercício de atividades de liderança, maior a probabilidade de fomentar ambientes construtivos, repletos de confiança e capacidade de realização.

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Esperamos que os novos prefeitos eleitos no dia 30/10 e mais aqueles já eleitos em 02/10 inspirem-se em bons exemplos e saibam exercer uma liderança justa e capaz. Da mesma forma, é essencial que nossos executivos consigam reduzir a gigantesca taxa de esforço derivada de suas responsabilidades. Um líder autêntico estimula a criatividade e não se torna refém de casuísmos ou modismos.

Todos podem ser ou assumir um papel de liderança em algum momento da vida. Ser um líder perene, inspirador e confiável que coloque menos a mão na massa e mais o cérebro para processar informação é um desafio dos líderes em qualquer ramo de atividade. Você está preparado?

 

Jacques Meir é diretor de conhecimento e plataformas de conteúdo