Qual seria o impacto ambiental de um carro autônomo?

Um estudo desenvolvido pelo Centro para o Progresso Americano mostra o possível impacto ambiental dos carros autônomos. Veja o resultado

Shutterstock

Os fabricantes de carros autônomos têm na ponta da língua dois argumentos em favor desse carro que se locomove sem um motorista (que o diga o pessoal da Tesla): eles vão salvar vidas e devem aprimorar o uso dos veículos individuais. Mas e quanto ao impacto ambiental?

O renomado Centro para o Progresso Americano, uma entidade científica sem fins lucrativos dos EUA, decidiu estudar o assunto e chegou a algumas conclusões bem curiosas. Antes de falar dos resultados, é importante ressaltar que a pesquisa considerou apenas veículos movidos a combustível fóssil e não os carros elétricos. O argumento é que o veículo a energia limpa ainda é incipiente perto da força da gasolina ou diesel no nosso cotidiano – e deve ser assim por muitos anos. Veja as conclusões:

– Haveria um aumento no número total de milhas (ou quilômetros) percorridos porque a automação reduziria a oportunidade de uma pessoa assumir o volante. Na prática seria assim: o avanço da tecnologia incentivaria mais pessoas a viajar de carro ou até aceitar trajetos mais longos, uma vez que um passageiro poderia desenvolver outras tarefas durante esse deslocamento – e não precisaria ficar atenta na estrada. Além disso, pessoas incapazes de dirigir estariam se locomovendo no trânsito e seriam incorporadas a rotina do congestionamento, tais como idosos em idade avançada e pessoas com algum tipo de deficiência psicológica ou motora.

– O avanço do serviço de compartilhamento, acrescido da automação, poderia resultar na explosão de veículos menores. Por quê? Um sistema de veículos autônomos compartilhados poderia desencorajar a posse do carro individual. Isso levaria a um aumento da frota e, ao mesmo tempo, uma diminuição no tamanho do veículo. Em tese, haveria uma aumento da demanda por viagens particulares. Assim, carros não precisariam ser grandes, mas apenas em tamanhos suficientes para o transporte individual. Além disso, o preço da viagem seria menor em função da ausência do chamado “custo motorista”, elevando a demanda pelo transporte particular – nesse contexto, o transporte público seria extinto?.

– Em um primeiro momento, os motoristas podem não perceber os benefícios da automação no congestionamento durante anos. Então, um dia, uma grande parte dos veículos nas estradas estará equipada com tecnologia autônoma. Assim, no curto prazo, o congestionamento teria uma piora com os autônomos se misturando a frota dos veículos tradicionais.

Maluquice? Absurdo? Veja o artigo completo do Centro para o Progresso Americano AQUI e depois conte-nos a sua opinião.

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS

As IDENTIDADES do novo consumidor sem rótulos #CM25ANOS

Futuro incerto? O que pensam os futuristas em tempos de crise social

“Contágio” e outros filmes sobre epidemias para ver dentro de casa

Manu Gavassi e sua brilhante estratégia de branding. O que as marcas podem aprender com ela?

A ascenção das newsletters

VEJA MAIS