E quanto a liberdade de expressão, Marc Zuckerberg?

Segundo o New York Times, o Facebook teria desenvolvido uma ferramenta para separar os usuários chineses do feed de notícias. Será que Mark Zuckerberg foi vencido pela censura imposta pelo governo chinês?

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O New York Times trouxe uma notícia, no mínimo, curiosa sobre os possíveis próximos passos do Facebook na China. A empresa fundada por Mark Zuckerberg teria desenvolvido um software que ajuda a manter determinados conteúdos dos feeds de notícias distante dos usuários em determinados locais. Ao que tudo indica, a empresa estaria atendente as demandas de censura do governo chinês.

A rede social foi banida da China em 2009 por conta das regras de censura do país. No entanto, Zuckerberg estaria altamente interessado em retomar as atividades da empresa no país que possui mais de 1,4 bilhão de pessoas.

O interesse do jovem executivo, inclusive, é notório. Afinal…

Fotos de Mark Zuckerberg/ Facebook

Fotos de Mark Zuckerberg/ Facebook

 

Mark Zuckerbeg é casado com Priscilla Chan, uma descendente de chinesas. O casal tem uma filha, Maxima. Juntos…

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…ele e a esposa visitaram muitas vezes a China. O casal também recepcionou o alto escalão do governo chinês na sede da empresa em Palo Alto, na Califórnia. Aliás, foi em uma das visitas a Ásia…

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 … que a foto acima causou grande polêmica. Ele aparece correndo (e feliz) na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Trata-se do palco de um dos mais tristes episódios na China: foi ali que muitos jovens foram mortos durante protesto contra o governo local.

 Sobre o assunto, a reportagem do jornal americano afirma que Zuckerbeg teria feito o seguinte comentário sobre a ferramenta. “É melhor para o Facebook ser parte de permitir uma conversa, mesmo que não seja a conversa toda”, teria dito o CEO, segundo os funcionários entrevistados pelo NYT.

Mas, oficialmente, o posicionamento ainda é incerto. “Não tomamos nenhuma decisão sobre a nossa abordagem para a China”, afirmou uma porta-voz da rede social quando questionada sobre essa nova reportagem do NYT.

Com informações do IDG Now




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