Os esclarecimentos da Netshoes sobre a polêmica da camiseta

Em um vídeo publicado na internet, Marcio Kumruian, presidente da Netshoes, falou sobre a polêmica mudança de preço na camiseta da Chapecoense no e-commerce. Veja outros casos de empresas que falaram com os seus consumidores por meio da imprensa ou outras mídias

Por: - 2 anos atrás

Shutterstock

Na última segunda-feira (28), a Netshoes enfrentou uma crise em sua imagem nas redes sociais. O motivo foi a mudança no preço da camiseta do time da Chapecoense e que foi vendida no e-commerce. Internautas acusaram a empresa de elevar o preço por motivos econômicos. Mas foi exatamente isso o que ocorreu?

Para esclarecer o assunto, o fundador e presidente da companhia, Marcio Kumruian, foi à internet e explicou o que aconteceu na manhã da última segunda-feira. Segundo Kumruian, a empresa estendeu a promoção do Black Friday para segunda-feira. Após o anúncio da trágica queda do avião, todas as camisetas foram vendidas e, assim, automaticamente, o sistema da empresa retornou ao preço original do produto.

“Nos últimos dois dias verificamos a polêmica sobre a mudança nos preços da camiseta da Chapecoense. Então, explicando de maneira muito simples para vocês: na terça-feira, lá pelas 8h da manhã, todas as 108 camisas da Chapecoense tinham sido vendidas pelo preço promocional. Assim, não havia mais nenhuma camisa disponível e o sistema, automaticamente, voltou aos preços originais. Simplesmente isso. De maneira nenhuma, a Netshoes teve a intenção de vender as camisas por um preço maior até porque não existiam mais camisas disponíveis para isso. Soubemos pelas redes sociais o que havia ocorrido e tomamos a liberdade de retomar os preços promocionais mesmo não tendo camisas mais em estoque.”, explicou Kumruian. Veja o vídeo na íntegra.

 

 

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Evidentemente, o assunto ainda está sob uma intensa comoção. No entanto, a explicação ganhou adeptos e fez todo o sentido para milhares de pessoas nas redes sociais.

 

Reprodução/ Facebook

Reprodução/ Facebook

 

Desculpas presidenciais

Guardadas as abissais diferenças, não é a primeira vez que o presidente de uma companhia pede desculpas ao seu consumidor por uma falha interna ou problemas de força maior.

Em 2007, David Neeleman, presidente da JetBlue, assumiu toda a culpa por uma desastrosa falha nas operações, que começou com uma tempestade de gelo no Dia dos Namorados nos EUA,  no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, e rapidamente desencadeou o cancelamento de mais de mil vôos, deixando ainda centenas de passageiros presos por horas em aviões parados.

Na ocasião, o executivo enviou desculpas por e-mails, no noticiário, no site da JetBlue, num vídeo do YouTube, e até mesmo no programa do apresentador David Letterman. Além disso, foram publicados anúncios com pedidos de desculpas em jornais “Sentimos muito e pedimos desculpas. Acima de tudo, estamos profundamente desolados. Palavras não podem expressar o quanto nos afeta a ansiedade, a frustração e o inconveniente que causamos.” Veja o vídeo.

 

Este ano, aconteceu outro pedido de desculpas de um presidente aos seus clientes desta vez no Japão. A marca de picolés japonesa, a Akagi Nyugyo, publicou um vídeo com seus funcionários e executivos pedindo desculpas aos consumidores pelo primeiro aumento nos preços de seus produtos em 25 anos.

O vídeo não tem falas, mas uma música e um reverência ao consumidor. Nele, o presidente da empresa, Inoue Sota, alinhado a outros engravatados em frente à sede da empresa, curvaram-se diante dos consumidores, num gesto de desculpas, enquanto o aumento é anunciado. O aumento? Por décadas, o produto era vendido a 60 ienes  e passou a 70 ienes (cerca de R$ 2,40, pelo câmbio atual). Isso representa um aumento de cerca de R$ 0,34.

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