Dá para ser criativo e inovador no Brasil?

Adotar e cultivar uma postura criativa e inovadora no mercado brasileiro não é tarefa fácil. Conversamos com Ricardo Dutra, diretor geral do UOL, sobre este desafio. Confira!

Nos últimos anos a tecnologia revolucionou e inspirou o mundo dos negócios. Mas, como é iniciar e cultivar uma cultura criativa dentro de uma organização nos dias atuais? Como adotar ideias criativas com as quais uma organização possa impulsionar novas receitas e ser mais competitiva?

No mundo digital essa dicotomia é constante e ainda mais imperativa. A réplica de modelos de sucesso muitas vezes dita o ritmo inovador em vários segmentos. Porém, impulsionar a experiência do cliente com uma marca produto ou serviço em diversas plataformas se tornou um dos pilares em inovação nos negócios. Foi sobre estes e outros aspectos que conversamos com Ricardo Dutra, diretor geral do UOL.

Cm – Como é ser inovador hoje no mercado brasileiro?

Ricardo Dutra – Como veículo de comunicação e também empresa de tecnologia, temos que nos reinventar a todo momento, e sermos criativos para buscar novos produtos e serviços. Lançamos o TAB (uol.com.br/tab) , uma maneira diferente de consumir conteúdo; também lançamos o UOL Host, o PagSeguro; depois a Moderninha do PagSeguro, que permitiu que milhares de pequenos empresários pudessem vender com cartão de crédito, débito e refeição; além de inúmeros aplicativos e produtos.

CM – A réplica de modelos de sucesso, muitas vezes, acaba sendo o ponto inicial neste processo criativo. Isso está mudando? Como o UOL analisa essa questão em seu setor?

Ricardo Dutra – Sem dúvida é imprescindível avaliar fórmulas bem sucedidas, e entender o que deu certo e o porquê, mas acredito que o mais importante é saber quais os ajustes necessários no modelo atual, para estar preparado para um mercado cada vez mais dinâmico. No nosso caso, por exemplo, um dos desafios foi acompanhar a migração, muito rápida da audiência, do desktop para o mobile. Já observávamos esta mudança de comportamento há alguns anos, já sabíamos que isto aconteceria e, obviamente, tomamos ações para entregar a melhor experiência ao nosso consumidor, porém, o desafio é fazer o “novo” sem desperdiçar toda a força do nosso legado, o nosso histórico da experiência de uso do nosso cliente, etc. O resultado disto é que temos sites customizados para experiência mobile, temos apps, e o mais importante, continuamos levando informação de qualidade para os nossos clientes, e ao mesmo tempo, atendendo as necessidades dos nossos anunciantes.

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“O desafio é fazer o ‘novo’ sem desperdiçar toda a força do legado” – Ricardo Dutra – UOL

CM – O ambiente econômico do País inibe a criatividade nos negócios?

Ricardo Dutra – Um ambiente econômico mais desafiador não é a preferência de praticamente nenhum executivo, mas por outro lado, por necessidade, as empresas buscam alternativas e invariavelmente precisam ser criativas. Além disso, empresas que estão ajustadas, quero dizer, com o tamanho certo e financeiramente saudáveis, se investirem nos anos mais difíceis, podem obter vantagens em um cenário que seus competidores retraem investimentos.

CM – – Quem são os profissionais e áreas que estão se destacando dentro das organizações hoje quando o assunto é criatividade?

Ricardo Dutra – Muitos profissionais se destacam, mas diria principalmente os profissionais das áreas de produtos e P&D. O profissional de produtos porque é responsável por entender o que o cliente busca, e lançar produtos e serviços aderentes à nova realidade de consumo. E no caso do UOL, por ser uma empresa que, além de conteúdo, também é muito forte em tecnologia, a área de P&D é muito importante, pois viabiliza as ideias dos gerentes de produto.

Leia mais sobre o tema criatividade nos negócios na matéria “Criatividade: um estado de alerta”, publicada na edição de dezembro (220) da revista Consumidor Moderno. Faça o download aqui desta e outras publicações.




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