O futuro dos aplicativos financeiros

Os aplicativos que lidam com as finanças de alguma forma mudaram a forma como consumidores e negócios enxergam o tema. Não dá para fugir deles

Com a crescente necessidade de segurança e praticidade em pagamentos online e as novas modalidades de transação financeira, o ramo das fintechs está mais em alta do que nunca. Pela mídia, não é difícil encontrar notícias sobre uma nova solução tecnológica implementada por bancos ou mesmo novas startups que começam a trazer mais inovação para a área financeira. Essa tendência não é de se estranhar.

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Atualmente, os números relacionados ao comércio e finanças mobile são muito positivos. De acordo com recente pesquisa da Nielsen, celulares são ferramentas indispensáveis para comparar preços (53%), pesquisar informações de produtos (52%), buscar cupons ou promoções (44%), tomar decisões de melhores compras (42%), tornar a ida às compras mais rápida ou eficiente (41%) e até mesmo comprar produtos (38%).

Com base nesse cenário, os aplicativos que lidam com as finanças de alguma forma, sejam aqueles que permitem a compra de algum produto online ou ofereçam algum serviço mobile, mudaram muito nos últimos anos, muito por causa do público atual. Agora, é visível a demanda por funcionalidade de pagamento integrado, na maioria dos aplicativos de celular. A opção, além de aumentar a facilidade de uso, também permite que a segurança do usuário seja maior, dinamizando a relação dos consumidores com o mercado.

Há dez anos, ninguém falava de pagamento direto no celular, o chamado mobile payment. Agora, nas reuniões de desenvolvimento de aplicativos em que participo, é muito comum que clientes não abram mão de um recurso de pagamento no app, algo que todos eles consideram vital para seus negócios.

O mercado de mobile commerce já sente esse novo comportamento. Segundo um estudo da Croma Marketing Solutions, 58% dos brasileiros acreditam que aplicativos são importantes na hora de realizar compras. Ao mesmo tempo, como falamos, as startups de serviços financeiros, as chamadas fintechs, ganham espaço. Só no Brasil, já são mais de 150 ativas e em crescimento.

Ainda de acordo com a pesquisa da Nielsen, a probabilidade de que usuários da geração Millennials usem bancos que operem exclusivamente no celular é muito maior em comparação aos “Baby Boomers” e a “Geração Silenciosa”.

Ou seja, não adianta fugir ou tentar remar contra a corrente: se você quer se dar bem no mercado mobile, é melhor começar a pensar com carinho no bolso destes usuários, virtualmente falando.

*Caio Bretones é fundador e CEO da Mobile2You, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos de diversos segmentos






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