Quanto cada brasileiro pagou de tributos em 2016?

Estudo da ACSP mostra a média que cada brasileiro desembolsou em tributos municipais, estaduais e federais no ano passado. Você vai se assustar com o número

Jacques Meir/ Grupo Padrão

O Brasil tem mais de 206 milhões de habitantes que pagam, todos os anos, tributos municipais, estaduais e federais. No ano passado, foram mais de R$ 2 trilhões de arrecadação. Agora, faça as contas: cada brasileiro pagou, em média, R$ 9.669 em tributos, segundo mostra estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
O valor é quase quase dez vezes o valor do salário mínimo.
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Na média por estado e do Distrito Federal, o DF lidera o ranking, com uma média de R$ 58.486 por pessoa. Apesar de poucos habitantes, o Distrito Federal concentra os maiores salários do País.
São Paulo vem em seguida no ranking: cada cidadão do Estado paulista pagou, em média, R$ 16.355 em tributos no ano passado. Rio de Janeiro e Santa Catarina vêm em seguida, com R$ 15.726 e R$ 10.568, respectivamente, segundo tabela abaixo.
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Conforme mostra o estudo, os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro respondem por 49,86% de toda a carga tributária brasileira, ou seja, de todos os impostos, taxas e contribuições que a sociedade paga nas esferas municipal, estadual e federal.
Na outra ponta do levantamento, cinco estados da região Norte – Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia – são responsáveis por apenas 1,07% de tudo o que a sociedade paga em tributos.
Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, a carga tributária brasileira continua elevada e o governo não pode cair na tentação de querer elevá-la na reforma que pretende fazer neste ano. “As reformas tributárias anunciadas pelos governos são sempre preocupantes, porque num momento de déficit público podem terminar em elevação da carga, como sempre costuma ocorrer. Então, espera-se que essa reforma seja uma simplificação dos tributos, sem nenhum tipo de alta. O governo não deve cair na tentação de querer arrecadar mais com a economia deprimida”, afirma.






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