As mudanças irreversíveis para o varejo

Automação e Inteligência Artificial são temas que o varejo não pode mais ignorar. A NRF 2017 mostrou como o setor pode lidar com a 4ª Revolução Industrial

“Tendências 2017: Oportunidades para o varejo em um mundo em rápida transformação”. Este foi um dos temas de painel que ocorreu no Retail’s Big Show 2017, o maior evento de varejo do mundo, organizado pela NRF (National Retail Federation), e que acontece nesta semana em Nova York. O que poderia ser apenas um painel sobre tendências, se tornou um painel sobre sentenças.
“Você deve se adaptar. Aceitar que automação está vindo e não é ‘se’, mas ‘quando'”, afirmou Kate Ancketill, CEO de varejo e hospitalidade da consultoria GDR Creative Intelligence. “Você pode escolher não se mover nesta direção, porque você quer manter seu negócio humano. Até aí, tudo bem. Mas não faça isso porque você não sabe que isso está vindo”, disse durante o evento.
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Aos fatos: 47% da população dos Estados Unidos sofrem o risco de perder seus empregos para as máquinas nos próximos 20 anos, segundo pesquisas da Oxford. Embora local, os números mostram uma realidade global: a Inteligência Artificial e a Automação são realidades indiscutíveis. O que é discutível é como as pessoas, empresas, em especial o varejo, estão se preparando para lidar com a 4ª Revolução Industrial.
Essa Revolução é uma fusão dos mundos físico, digital e biológico, e que exige mudanças nos modelos de negócios. Estas mudanças, podem, inclusive, ser oportunidades para quem estiver à frente.
Por causa da tecnologia, existem hoje novas formas de interação e serviços, que incluem machine learning, quando as máquinas aprendem nossos padrões de comportamento e consumo. Estima-se, por exemplo, que o Amazon Echo, equipamento da Amazon responde e atende a muitos pedidos de seus donos por comando de voz, estará em 40 milhões de casas em 2020.
Outra área que está sofrendo mudanças por conta da Automação e da Inteligência Artificial: serviços de delivery e tecnologias de produção – basta lembrar das estratégias de entrega com drones, atendimento com robôs em restaurantes.
A personalização é outro segmento que o varejo precisa ficar de olho. Isso inclui a digitalização da população, atividades device para device e conectividade. Um exemplo é o trabalho de engajamento da L’Oreal Paris, que busca responder cada pergunta feita online para a companhia.
A tecnologia é um driver permanente nos debates do principal evento de varejo do País, o BR Week – Brazilian Retail Week, que, neste ano, tem como tema central “A hora da virada: o varejo na era da experiência”. O evento acontece em São Paulo, entre os dias 26 e 29 de junho, e as inscrições já estão abertas.
Com informações da NRF




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