Os 4 pontos críticos para a inovação no varejo

O que realmente é necessário para que as empresas tenham uma cultura inovadora? Confira a visão de um especialista internacional

Tradicionalmente, o FastTrack do último dia da NRF traz insights muito interessantes para o futuro do varejo. Este ano não foi diferente. Pano Anthos, presidente da XRC Labs, mostrou que o varejo, como está hoje, tem vida muito curta.
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Wall Street já percebeu isso: à exceção da Amazon, o preço das ações de praticamente todas as varejistas americanas vem em queda constante nos últimos anos. “O fato é que, enquanto o ritmo de inovação no mundo só cresce, o varejo oferece o mesmo tipo de experiência de compra há 100 anos. O varejo está na contramão”, afirma Anthos. Para ele, o uso de tecnologia não é a resposta. “O mindset do varejo precisa mudar: o setor é sinônimo de eficiência operacional, de fazer tudo sem errar. E esse caminho inibe a inovação”, diz.
O fato é que o varejo precisa ser uma startup, assumindo o erro e entendendo-o como parte do processo de oferta de uma proposta de negócios excelente. “A Amazon não tem medo de errar e às vezes erra feio, mas quando acerta, acerta muito”, exemplifica Anthos. Para ele, hoje o varejo não tem como saber o que o cliente deseja, a não ser que ouça o cliente e consiga usar essa informação para transformar seus negócios.
Anthos definiu quatro aspectos essenciais para a inovação no varejo:
1.    O tempo é a commodity mais valiosa: os consumidores não têm tempo e, por isso, o varejo precisa solucionar problemas e ir até o cliente (e não o contrário);
2.    A loja precisa ser uma plataforma: mais que um local para venda de produtos, precisa passar a ser uma mini-fábrica, como locais para aluguel e cocriação e pontos de experiência. Para isso, a “experiência de uso” do cliente na loja precisa mudar radicalmente;
3.    Mudanças são inevitáveis: não apenas inevitáveis, como cada vez mais aceleradas. Querer controlar o que acontece é impossível. É preciso se adaptar rapidamente às mudanças que ocorrem. A Geração Z, por exemplo, não sabe o que foi um computador desktop: sua experiência é mobile. Por isso, a lente pela qual elas projetam suas experiências é completamente diferente.
4.    Abrace o erro: desista de tentar ser perfeito. Estimule o erro na empresa, desde que seja em busca de inovações que façam com que sua empresa seja preferida pelos clientes.






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