A tecnologia pode mudar tudo

Durante o Retail’s Big Show, grandes nomes internacionais debateram diferentes possibilidades tecnológicas para o varejo. Confira

Cada vez mais o desenvolvimento tecnológico influencia o modo como o homem vê o mundo. Que novas tecnologias têm potencial para transformar o funcionamento do nosso dia a dia? A resposta foi discutida em um painel moderado por Pano Anthos, fundador e managing director do XRC Labs, durante o Retail’s Big Show, o maior congresso de varejo do mundo, que acontece nesta semana em Nova York, organizado pela NRF (National Retail Federation), a associação de varejo dos Estados Unidos.
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A discussão teve a participação de Jonathan Epstein, CMO da Sentient, Leif Jentoft, cofundador da RightHand Robotics, Sandra Lopez, vice-presidente do novo grupo de tecnologia da Intel e Madison Maxey, fundadora da Loomia.
Para Epstein, é importante lembrar o impacto da inteligência artificial no varejo digital. “A taxa de conversão do e-commerce é de 3%. Nós poderíamos fechar uma loja com essa estatística, IA poderia resolver esse problema”, aponta.
Em sua visão, o problema com os sites de varejo é que eles não evoluíram de forma significativa na última década. Eles são construídos com uma estrutura hierárquica que obriga o consumidor a enfrentar um caminho lento e cansativo até o produto que deseja.
Nesse sentido, a inteligência artificial pode fazer toda a diferença: com uma simples consulta ao cliente, a gama de produtos pode diminuir rapidamente, simplificando e personalizando o processo de compra. Segundo o executivo, sites que utilizam personalização baseada em IA estão acumulando taxas de conversão de 40% e aumento de 16% no tamanho da cesta.
Sandra destaca a importância dos dispositivos vestíveis. “Até 2020, teremos 50 bilhões de dispositivos conectados e eles vão interagir. Tudo vai ser dirigido por 220 bilhões de sensores”, explica.
A questão chave será o tipo de uso que as empresas farão do tsunami de dados que ficará disponível. “Existem duas possibilidades: uma é que dados se tornarão poluição. A outra é que dados serão o novo petróleo”.
Possibilidades
A RightHand Robotics produz robôs, o que Jentoft aponta como sendo um ponto de transição. Esse tipo de tecnologia está a nossa volta há décadas, mas com uma atuação limitada, fazendo sempre a mesma coisa – soldagem de duas partes juntas, pegando e movendo objetos pesados, etc.
A nova geração, no entanto, pode operar em ambientes não estruturados, fazendo coisas variáveis. Para exemplificar, Jentoft mostrou um vídeo em que um robô atua dividindo e classificando produtos em uma correria transportadora, distinguindo os objetos desejados dos indesejados. “Isso permitirá que os robôs passem de B2B para B2C”, garante.
Novo ângulo
O negócio da Loomia é utilizar dispositivos vestíveis inteligentes para fazer aquilo que mais utilizamos: roupas inteligentes. “Imagine um futuro onde wearables são realmente wearables. Este futuro precisa de um tecido inteligente robusto e confiável para se tornar uma realidade. Nosso tecido inteligente conduz eletricidade em padrões, transformando o tecido em um circuito”, conta Maxey.
“Esse tipo de tecidos inteligentes significa um futuro emocionante não apenas para vestuário, mas também móveis, roupas industriais e até pulseiras. Para criar esse futuro, estamos misturando materiais condutores elásticos e flexíveis para trazer energia ao tecido – literalmente. Fazemos tecnologias facilitadoras para ajudar marcas, fabricantes e artesãos a trazerem eletricidade para os seus produtos”, complementa.
A tecnologia como aliada do varejo também será assunto do principal evento de varejo do País, o BR Week – Brazilian Retail Week, que, neste ano, tem como tema “É hora da virada”. O evento acontece em São Paulo, entre os dias 26 e 29 de junho, e as inscrições já estão abertas.
*Com informações da NRF
 






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