Setor de Shoppings inaugura 20 operações e cresce em 2016

O crescimento é de 4,3%, sem descontar os efeitos da inflação. Setor registra quase R$ 158 bilhões em faturamento no ano passado. Veja

McDonald’s/ divulgação

O setor de shopping centers registrou um faturamento de R$ 157,9 bilhões no ano passado, segundo dados divulgados hoje (31) pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). O crescimento, em relação a 2015, foi de 4,3%. Ao descontar a inflação de 6,29% de 2016, porém, o setor verificou recuo, de 2%.
“Não é novidade para ninguém que 2016 foi um ano de crise, com muitas incertezas no campo político, que afetou a confiança do consumidor e dos agentes em geral”, afirma Adriana Colloca, diretora de Operações da Abrasce. “Mesmo neste cenário, apresentamos resiliência, sofremos, mas conseguimos entregar esse crescimento. O setor está sempre posicionado em relação a economia e ao varejo de maneira geral”, completa Glauco Humai, presidente da Associação.
Inaugurações
Ao todo, o setor inaugurou 20 empreendimentos e, com isso, o Brasil soma agora 558 shopping centers em 205 cidades. Desse total, 8 foram abertos na região Sudeste, 5 no Nordeste, 4 no Centro-Oeste e 3 no Sul. A região Norte não registrou inaugurações no ano passado. Do total das inaugurações, 13 foram abertos em cidades do interior.
Do total de shoppings no País, 53% desses empreendimentos estavam fora das capitais – 1 ponto porcentual a mais do que o ano anterior.
Ao final de 2015, a Associação projetou a abertura de 30 operações para o ano de 2016. O número real menor de inaugurações é natural neste mercado, segundo Humai. “Abrir um shopping requer um planejamento e um investimento alto e se o empreendedor preferir esperar, ele vai esperar. Não é o momento econômico, pontual, que fará ele desistir desse empreendimento”, afirma.
Empregos
No ano passado, o setor gerou 26.300 novos postos de trabalho – 2,7% a mais do que no ano anterior. Ao todo, o setor de shoppings empregam mais de 1 milhão de pessoas.
A região Centro-Oeste teve destaque na geração de empregos – um crescimento de 5,1% em relação a 2015, mesmo tendo registrado poucas inaugurações.
Segundo Humai, não há motivos específicos para esse crescimento. “Não é porque uma região inaugura mais shoppings que ela gera mais emprego. Existe uma série de variáveis para que isso tenha acontecido”, diz.
Vacância e renegociações
A taxa de vacância, área locável não ocupada, dos shoppings em 2016 chegou a 4,6% – um pouco acima dos 4,3% registrados no ano anterior. “Está dentro de uma média histórica e segue uma curva sob controle”, afirma Humai.
De acordo com Adriana, quando começou a mensurar o setor, a Associação já registrou taxas de vacância que variavam entre 6% e 6,5%. “É uma questão de profissionalização do setor e estamos dentro da média”, diz.
Por conta do boom de crescimento da economia, que ocorreu entre 2003 e 2012, muitos shoppings inauguraram suas operações, mas não conseguiram lojistas suficientes para abrir as portas com os pontos ocupados. E o que se viu foram veradeiros elefantes brancos espalhados pelo País, apesar das taxas de vacância divulgadas pela Abrasce estarem bem abaixo dos 3% entre 2011 e 2014.
Outro movimento considerado natural pela Associação é o de renegociações dos alugueis e luvas. Muitas redes, principalmente franquias, aceleraram suas expansões de rua, em detrimento de shoppings, por encontrar oportunidades de aluguel melhores. Os que se mantiveram nos shoppings, conseguiram renegociar as condições.
Segundo Humai, esse movimento sempre existiu no setor. “Nos empreendimentos existem várias renegociações e isso é natural e nossa orientação é que isso aconteça mesmo, para que se mantenha essas lojas nos shoppings”, diz. “Entrar e sair é algo natural e não vejo isso como tendência”.






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