Saiba como entender o rótulo de um produto

Você tentou ler um rótulo e não entendeu absolutamente nada? Você não é o único. Separamos seis dicas para te ajudar na hora das compras no mercado

Por: - 3 anos atrás

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O rótulo é um grupo de informações misteriosa, muitas vezes indecifrável. Afinal, o que é maltodextrina, isolados de proteína, entre outros. Perguntas que o consumidor merece saber, mas que nem sempre é informado pelo fornecedor.

A Consumidor Moderno preparou algumas dicas a partir de informações do IDEC sobre o assunto. Confira:

1 – Leia a lista de ingredientes – A lista de ingredientes é organizada por ordem decrescente, ou seja, o primeiro item é o que está presente em maior quantidade e o último, em menor.

E cuidado com produtos com nomes complicados. Geralmente são substâncias extraídas de alimentos (xarope de glicose, maltodextrina, isolados de proteína) ou aditivos (como corantes, conservantes etc.) e há grandes chances de o alimento ser ultraprocessado.

2 – Confira as porções na tabela nutricional – A quantidade de nutrientes indicada na tabela nutricional diz respeito a uma determinada porção do produto, e, na maioria das vezes, ela não corresponde ao conteúdo total da embalagem. A porção pode se referir a apenas uma colher de sopa, uma xícara ou algumas unidades do alimento.

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3 – Verifique as porcentagens de Valor Diário – O Valor Diário, ou %VD, diz respeito a quanto o teor dos nutrientes presentes na porção representa, percentualmente, da quantidade máxima recomendada pelo Ministério da Saúde para ingestão por dia. Por exemplo, se no item “sódio” aparecer 20% na indicação de %VD, significa que a porção do produto contém  20% da quantidade de sódio recomendada para consumo em um dia inteiro.

Preste atenção principalmente ao %VD de calorias, gordura saturada e sódio. Para esses itens, quanto maior for o %VD, menos saudável será o alimento. No caso de fibras, cujo consumo é desejável, vale o contrário.

Fique atento: quando o %VD apresenta um asterisco (*), que informa que não há quantidade de referência para aquele nutriente, não significa que a quantidade presente no produto seja insignificante. Isso quer dizer apenas que o Ministério da Saúde não estabeleceu um limite diário para o consumo desses nutrientes e por isso não é possível calcular o valor recomendado. Isso ocorre com gordura trans, por exemplo.

4 – Fibras, minerais e vitaminas: seja crítico – Esses três nutrientes são importantíssimos para se ter uma alimentação saudável. Contudo, é importante ser crítico: um alimento que tenha vitaminas adicionadas, mas muitas calorias e gorduras, por exemplo, não é dos mais saudáveis.

Não se deixe levar só pelas frases em destaque na embalagem (elas estão ali para chamar a atenção só para o que interessa à indústria), observe a composição total do produto.

5 – De olho no tipo de gordura – As gorduras podem estar divididas em: totais, saturadas e trans. A primeira denominação refere-se à soma de todos os tipos de gorduras presentes no alimento. As gorduras saturadas merecem atenção, pois em excesso, podem aumentar o risco de doenças do coração.

A gordura trans deve ser evitada ao máximo, pois o corpo humano não necessita dela para nenhuma função. Ela só traz prejuízos. Esse tipo de gordura costuma estar presente em alimentos ultraprocessados como margarina, biscoitos, sorvete e salgadinho.

No entanto, é preciso atenção redobrada, pois nem sempre um produto cuja tabela nutricional indica ter zero gordura trans realmente não tem esse nutriente.

A legislação permite que sejam declarados como zero teor se houver até 0,2 g de gordura trans por porção. Para descobrir se há ou não, é preciso checar a lista de ingredientes. Se tiver gordura vegetal hidrogenada, por exemplo, certamente tem gordura trans.

6 – Cheque o prazo de validade – O prazo de validade deve indicar o dia e o mês de vencimento quando for inferior a três meses da data de fabricação. Caso seja superior, pode ser informado apenas o mês e ano de validade.

A origem do produto é outra informação importante. Com ela, é possível verificar onde ele foi fabricado e, dessa forma, valorizar a produção local.

Além disso, o rótulo deve informar o número do lote, utilizado pela indústria para controlar a produção. Você não precisa prestar atenção nele na hora da compra, mas, caso haja algum problema, o produto pode ser analisado ou recolhido por meio dessa informação.

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