4 Pilares da Magazine Luiza para crescer no digital

O canal digital tem sido destaque nos resultados da varejista. Veja o que a marca considera na estratégia para ser considerada uma empresa digital

O e-commerce da rede de eletroeletrônico Magazine Luiza representou, no quarto trimestre do ano passado, 26,3% das vendas totais da varejista. Em 2016, a varejista investiu R$ 124,3 milhões, sendo 56% dos investimentos destinados para projetos de tecnologia e logística em função, justamente, da estratégia de transformação digital.
No último trimestre do ano, o e-commerce viu as vendas crescerem 41,4%. No ano, esse aumento foi de 32,2%, bem acima dos 9,8% verificados no ano anterior.
Desde que Frederico Trajano, filho de Luiza Trajano, assumiu a companhia, há dois anos, o direcionamento era transformar a varejista tradicional em uma empresa digital. Para tanto, a companhia se pautou em alguns pilares, que devem ser observados para que o canal digital da empresa ganhe ainda mais fôlego em 2017. Confira.
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1. Multicanalidade
Segundo a empresa, a defesa pela atuação em vários canais com a mesma infraestrutura acontece há quase 20 anos. “Mantivemos essa posição, a despeito do ceticismo que dominou o setor durante muito tempo”, disse a companhia em relatório a investidores. O Retira Loja, sistema que permite que clientes que compram por meio das plataformas digitais retirem os produtos adquiridos em qualquer uma das lojas físicas, é um exemplo de projeto em prol da multicanalidade. De acordo com a companhia, nos últimos meses, a quantidade de produtos retirados nas lojas já superou 25 mil por mês.
2. Inclusão Digital
“Temos um propósito claro: fazer do Brasil um país digital. O brasileiro é um dos povos mais entusiasmados com as novas tecnologias. Metade de nossa população já está, de alguma forma, inserida na dinâmica das redes sociais. O acesso a produtos conectados, porém, ainda é baixo, o que é um problema – e uma grande oportunidade para o Magazine Luiza”, disse a empresa. Hoje, cerca de 50% dos produtos vendidos nos canais físicos e digitais da companhia são conectados. A prática de inclusão digital começa com o próprio quadro de funcionários, que recebe treinamento para entender e usar as novas tecnologias. Além disso, com os vídeos da Lu, personagem da empresa, a companhia “ensina” clientes a entender os recursos dos produtos que vende.
3. Digitalização das Lojas Físicas
Segundo a empresa, as lojas físicas são vitais para a estratégia e estão sendo transformadas com foco na experiência de compra. Hoje, a empresa afirma que todos os vendedores usam o aplicativo para smartphone Mobile Vendas, que permite uma redução significativa do tempo de atendimento e oferece à força de vendas informações sobre produtos e clientes. Em cerca de 150 lojas, já é possível fazer pagamentos pelo sistema Mobile Pinpad, que dispensa a ida aos caixas. As lojas físicas oferecem serviços como a venda de cartões de conteúdo e o Lu Conecta, instalação de aplicativos e configuração de smartphones adquiridos pelos clientes. A introdução do wifi livre e a troca dos mobiliários estimulam e facilitam a experimentação dos produtos.
4. Plataforma Digital
No ano passado, a companhia lançou o marketplace da companhia. Agora, a rede vende produtos de cerca de 50 parceiros, expandindo a oferta em mais de 80 mil SKUs. “Ao mesmo tempo, passamos a usar de forma mais eficiente nossa infraestrutura e contribuímos para que produtores se tornem vendedores”, disse a empresa. Com o marketplace, a empresa passou a vender categorias que até então não vendia, como produtos para pets, jóias, livros, bebidas e alimentos.




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